Moinho revela a vivacidade de Juiz de Fora pelo olhar criativo de Guilherme Kramer

Artista internacional será o responsável por traduzir as humanidades locais em mural de 96 metros quadrados que dará à cidade uma nova referência de si mesma

 

Arte no Moinho

Nos passos do artista, a subversão pelo olhar. Na mente do artista, a justaposição de rostos e realidades. Pelas mãos do artista, uma Juiz de Fora ainda inédita. É assim, com sete dezenas de latas de spray de cores vívidas que o renomado artista urbano, Guilherme Kramer, desembarca nesta terça-feira, dia 20 de abril, no Moinho – empreendimento que está revitalizando as antigas instalações do Moinho Vera Cruz, na Zona Norte – para trazer humanidades juiz-foranas ao concreto, em uma clara referência ao propósito do Moinho de “inspirar para transformar”.

 

Reconhecido internacionalmente, esta será a primeira vez que Kramer emprestará sua arte urbana para traduzir em um mural de 24 metros de largura por 4 metros de altura sua impressão sobre as “juiz de foras” que encontrará pelas ruas. Entusiasmado, com uma vibração contagiante na voz pela oportunidade inédita de deixar sua marca e seu marco por essas paragens, o artista antecipa parte do que pretende realizar.

 

“Será um grande mural de uma multidão supercolorida que eu chamo de os vívidos. As cores vívidas também falam muito sobre as cores da alma que cada um emana. Então será uma justaposição e passagens de inúmeras cores dentro desses rostos”, adianta Kramer, ciente, porém, de que a obra pode surpreendê-lo, uma vez que emerge de seu subconsciente. “Vou sentir a cidade, a Zona Norte”, revela eufórico, ao destacar que sempre foi louco pelas expressões humanas que ele também classifica como “cartografias faciais”.

 

Sentir a cidade não é uma excentricidade na obra do artista. Pelo contrário. É matéria-prima, tarefa que aguça os sentidos e se transforma em insumo indispensável para um trabalho que é essencialmente visceral.

 

“A memória borra a realidade. Não sou um cara que pega o tripé, um cavalete e pinto as coisas como elas de fato são. Esse processo de borro da memória é muito importante pra mim. Vou pegando os arquétipos, as coisas que estão flutuando pela cidade dentro desses acúmulos, dessa grande colcha de retalhos que são as cidades brasileiras com a espontaneidade dos seus urbanismos. Cada casa é de um jeito. Cada janela é de um jeito, o portão de outro. Vai ficando um grande caldeirão de referências. E o brasileiro é um pouco isso na sua forma de se expressar”.

Do mundo para a Zona Norte

 

Nascido em São Paulo, Guilherme Kramer traz desde a infância o desenho como principal forma de expressão, e hoje dedica-se às técnicas de pintura, cerâmica, mosaico, vitral e performance. Já realizou exposições individuais e coletivas em diferentes cidades do Brasil e do mundo, como Barcelona, Lisboa, Roma, Bogotá, Berna, Açores, Paris, Xangai e Hong Kong. Em Minas Gerais, Juiz de Fora será sua segunda experiência. A primeira foi na capital.

 

“Estive em Belo Horizonte, em 2016, em um projeto interessante para um editorial da Revista Ernesto. Era um prédio desocupado no Centro e fizemos a intervenção artística de um andar inteiro. Eu adorei estar em Minas, pintar em Minas, vivenciar a cidade. Foi maravilhoso. Fiquei impressionando com a generosidade do mineiro”, explica. Em suas mais recentes incursões, Kramer conta com muita paixão da experiência vivida em setembro do ano em que a História não conseguirá esquecer.

 

“Tive uma experiência muito profunda na penitenciária feminina de Pedrinhas. Estar em São Luiz do Maranhão, pintando em plena pandemia, evidenciou o exercício terapêutico que a arte promove. Durante o trabalho, uma das internas disse: ‘você me pinta?’ Lógico, respondi. Tenho muito cuidado e respeito com todas as pessoas. Procurei a coordenadora e falei: vamos fazer um exercício de retratos aqui. Daí começou e foi uma festa”, explica.

 

“Todas queriam ser pintadas e comentavam sobre a imagem. Elas, no entanto, não se viam no retrato, mas as amigas diziam: ‘é você’. Fiquei intrigado, até que a coordenadora explicou: Guilherme, aqui não tem espelho. Muitas mulheres não se veem há dez, 15 anos. Quase caí para trás ao perceber o sentindo tão maior. Pensei em um retrato como espelho e isso foi muito impactante”.

 

O respirar profundo na pandemia

 

O deslumbramento com as possibilidades do humano é a marca registrada na obra de Kramer, que é formado em Comunicação Social e estudou Artes Aplicadas ao Muro, na Escola Massana de Barcelona. No Museu Lasar Segall, em São Paulo, aperfeiçoou técnicas de litografia, xilogravura e metal.

 

“Meu trabalho tem como fio condutor o caminhar como prática artística. Caminho pelas ruas para transformar lugares e seus significados, pois acredito que perder-se é confrontar-se com outras realidades, adquirindo outros estados de consciência. Isso transforma paisagens. E eu permito que o espaço me domine, para que então eu crie novos pontos de referência. Ao desbravar a cidade e suas margens, no grande labirinto de suas periferias, encontro personagens que vivem normas e vidas próprias, que mudam constantemente a cada esquina”, revela o artista em seu manifesto.

 

“Neste processo, o subconsciente é o protagonista. Busco meu estado contraditório: real e irreal, caótico e ordenado, mundo interior e exterior, a loucura e a cura. A partir dessa investigação e reflexão durante o percurso pelo desconhecido, surge uma rede de nervos, veias, galhos, raízes, asas, texturas, pelagens, olhos, bocas, expressões e sons que compões meus desenhos.”

 

Em tempos de pandemia, esse fazer artístico deixa eclodir o caráter revolucionário da arte em si. “Nossa vida ficou um pouco mais árida. Pintar na rua e fazer intervenção artística é incrível, porque como está tudo muito duro, muito acrílico – só a máscara já é um empecilho à expressão -, a arte se mostra viva. É um acontecimento que muda o dia a dia e cria novas referências”, observa Guilherme.

 

“A gente deixou de se encontrar, a espontaneidade foi perdida. Tudo está muito encaixotado, cada um no seu quadrado dentro do Zoom. Trazer para a rua o encontro, o coletivo, o rosto também é estar conectado. Meu trabalho tem essa questão cartográfica. Olhados de cima, os rostos podem ser ruas, avenidas, bairros, países. Então é isso o que vamos fazer em Juiz de Fora. Construir com pessoas essa rede de relacionamentos”, finaliza o artista que calcula oito dias de intensas atividades para concluir o mural do Moinho.

 

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Início: 20 de abril

Local: Moinho – Av. Juscelino Kubitschek, 900 – Bairro Francisco Bernardino

Contato: Carmen Calheiros – Gestão da Marca e Comunicação do Moinho – (32) 99195-2191

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O Moinho

 

O Moinho é um moderno minicentro urbano, um ecossistema integrado para atender as necessidades da Zona Norte por Saúde, Educação, Moradia, Comércio e Empreendedorismo, projetando a cidade e a região para um futuro melhor e mais sustentável. O empreendimento ocupa uma área de 33 mil metros quadrados de área construída e marca o retrofit em um dos mais simbólicos equipamentos urbanos da Zona Norte e da cidade: o antigo Moinho Vera Cruz – desativado desde o início dos anos 2000.

 

O Moinho abrigará um HUB de Empreendedorismo e, por meio de parcerias estratégicas e associação com empresas, Fundos de Investimento e Aceleradoras vai estimular o ecossistema local promovendo o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável dos negócios que impactam positivamente e melhoram a qualidade de vida das pessoas.

OBRAS DE GUILHERME KRAMER

https://www.guilhermekramer.com/BIO

Artistas visuais da cidade abrem espaços para a arte urbana no Moinho

A arte transforma pessoas e ambientes, muda o jeito de olhar, de sentir e de pensar. Por isso, o Moinho convidou artistas visuais de Juiz de Fora para preencher, com arte, alguns de seus espaços, oferecendo novos estímulos e perspectivas aos atuais e futuros frequentadores do empreendimento, na Zona Norte.

 

Com curadoria de Pedro Carcereri e produção de Mariana Martins, a pintura dos tapumes começou nesta semana e se estende até a próxima sexta-feira, dia 19 de dezembro. “Por acreditamos que a convivência transforma, estamos criando um ambiente favorável à presença e à convivência das pessoas, tornando o Moinho um lugar agradável e acolhedor, conectado com a cidade para oferecer boas e transformadoras experiências aos usuários. A arte contribui muito para isso. Arte é inclusão. Precisamos trocar armas por cultura”, destaca Ricardo Podval, CEO do Moinho.

 

Participam da produção, os artistas Josimar Freire, Nathalia Medina, Gabi Lemos e Dalton Carvalho. “Com uma linguagem e estilo próprios, o objetivo de mesclar os trabalhos desses artistas foi desenvolver uma obra alinhada com o propósito do Moinho de ser esse espaço múltiplo, diverso, de interação, inclusão e reforço da identidade, indo além do espaço geográfico”, argumenta o curador Pedro Carcieiri.

 

Processo criativo coletivo

Depois de um mergulho na identidade do Moinho e uma série de visitas, os artistas se reuniram para criar coletivamente o projeto. “O desafio que fiz aos artistas foi transformar a pintura dos tapumes numa experiência colaborativa, bem alinhada com a cultura do Moinho, na qual o protagonismo está na construção coletiva”, acrescenta Carmen Calheiros, Executiva de Comunicação do Moinho.

 

O Moinho

O Moinho é um moderno mini centro urbano, um ecossistema integrado para atender as necessidades da Zona Norte – Saúde, Educação, Moradia, Comércio e Empreendedorismo – projetando a região e a cidade para um futuro melhor, mais sustentável. O empreendimento, de 33 mil m2 de área construída, é resultante do retrofit e da adaptação das instalações do antigo Moinho Vera Cruz, inaugurado em 1958 e desativado no início dos anos 2000. O retrofit permitiu um aproveitamento de mais de 80% da estrutura. Como propósito, o Moinho é um empreendimento destinado à transformação de ideias, de pessoas, de comportamentos e da cultura. Por meio do Moinho Lab, pretende estimular o empreendedorismo e multiplicar o conhecimento, fazendo as conexões para construir uma rede sólida de suporte e capacitação, nos meios físico e digital, para que problemas, soluções e estratégias sejam pensadas coletivamente, de forma estruturada, organizada e colaborativa, entre os diversos atores do ecossistema. Saiba mais em: www.nossomoinho.com

 

 

Mais informações:

Carmen Calheiros

(32) 99195-2191

Por que as obras do Moinho continuam? Porque a solidariedade não pode parar

Construção do Moinho

Estamos trabalhando para deixar nosso espaço físico preparado para que o Moinho possa funcionar como centro de apoio, sobretudo para os moradores da Zona Norte, nas ações de emergência no enfrentamento ao novo coronavírus.
Para proteger os trabalhadores próprios e de empresas terceiras, várias iniciativas estão sendo tomadas. Entre elas: liberação remunerada dos profissionais com mais de 60 anos e dos que compõem os grupos de risco para que fiquem em casa; empresas e seus empregados têm o direito de não trabalhar – sem necessidade de justificativa; reforço nas medidas de proteção individual como o uso de máscara; desinfecção e sanitização frequente, utilizando pulverizadores, das áreas comuns como vestiários, banheiros, refeitório e dos equipamentos e ferramentas; instalação de novas estruturas para a higienização das mãos, em vários pontos da obra; medição da temperatura corporal no início da jornada e exigência para que o colaborador que apresente qualquer sintoma de gripe fique em casa.

 

Entendemos que o Lugar da Vida Coletiva precisa ser, neste momento, o Lugar da Vida Solidária. Por isso, aplaudimos nossos trabalhadores que, tais como os profissionais da saúde e da segurança, estão entendendo a necessidade de dar a sua contribuição para minimizar os efeitos desta pandemia em nossa cidade.

O Moinho é eleito a obra do ano

Construção do Moinho

Uma obra impactante não apenas pela grandiosidade – são aproximadamente 30 mil m2 de área construída – mas, principalmente, pelos elevados padrões de sustentabilidade na preservação da memória de um prédio simbólico para a cidade, que já foi o mais alto de Juiz de Fora e ainda se mantém como a construção mais elevada da Zona Norte. “Este trabalho é muito diferente ao que se vê usualmente, até mesmo no Brasil, porque são poucas iniciativas com tanto nível de arrojo”, explica o engenheiro responsável pela obra do Moinho, Sérgio Ramos Costa.

 

Eleito como a Obra do Ano pelo Clube de Engenharia, o empreendimento imobiliário que será entregue à cidade, em fases, sendo a primeira no primeiro semestre de 2020, está em ritmo acelerado de construção, após dois anos de intensos estudos de viabilidade técnica, econômica e de projetos. Concebido sob quatro eixos temáticos – Saúde, Educação, Moradia e Comércio, o Moinho será um moderno centro urbano com foco no compartilhamento de espaços, ideias e propósito. Somos mais que um shopping, somos o lugar da vida coletiva. Nosso objetivo é promover e fortalecer a convivência, como instância transformadora das relações humanas, oferecendo ambientes que inspirem a inovação e despertem a criatividade. “É um projeto fascinante e estou muito orgulhoso em fazer parte. Trabalho em construção de empreendimentos comerciais no Brasil há mais de 20 anos, mas não havia feito nada parecido. A Skylab, responsável pela arquitetura, foi muito feliz na proposta aperfeiçoada com o trabalho de Place Branding e de Experiência do Usuário, envolvendo a comunidade e especialistas, conduzido por consultorias de São Paulo, para dar significado ao arrojado propósito inicial concebido pelos empreendedores ”, observa o engenheiro.

 

O maior desafio para a engenharia tem sido mudar radicalmente a vocação estrutural do imóvel, construído em 1958, com características e necessidades específicas da indústria do trigo, em um espaço de convivência tão complexo. Um dos dois grandes silos de armazenagem de grãos de trigo, por exemplo, tem 50m de altura, com parte interna oca de 40m onde estão sendo construídos 14 andares em concreto, dos 18 andares que integram o prédio dedicado à moradia. “Foram necessários muitos estudos de reformas estruturais, de modelagens e análises espaciais, para passar de um modelo de operação para outro. Tudo na obra é surpreendente. Muito trabalho para adequar a estrutura existente à nova ocupação”, ressalta Sérgio, ao destacar que as máquinas especiais para abrir os vãos de concreto precisaram vir de São Paulo, por exemplo. Ancorada no uso do retrofit, processo de engenharia surgido na Europa e nos Estados Unidos que significa “colocar o antigo em forma”, a obra do Moinho que emprega mais de 300 trabalhadores, de fato, já é marco para a construção civil de Juiz de Fora. “Essa nova técnica tem um ganho ambiental espetacular ao deixar de demolir algo para se construir algo novo. Gasta-se menos material e muito menos entulho é gerado”, observa o engenheiro. Tão arrojada quanto a construção será a ocupação do Moinho: salas, lojas, consultórios compartilhados, espaços coletivos de convivência e um centro de inovação dedicado ao empreendedorismo de impacto social. “É um empreendimento de muita visão de futuro, com respeito à vida, à história, às pessoas e ao planeta”, destaca Sérgio. De fato, o prédio do antigo Moinho Vera Cruz manterá sua vocação à transformação. Agora não mais do trigo, mas de pessoas como protagonistas para a construção de um futuro melhor.

Publicações Legais

Ata de Reunião do Conselho de Administração – 13/07/2022

Aviso aos Acionistas – 14/07/2022

Carta Renúncia ao Conselho de Administração – Luis Otávio Soares

ATA RCA 23MAR2022

ATA A.G.E 12JAN2022

ATA RCA 31AGO2021

ATA AGO DEZ2020

Ata da Reunião A.G.O 27/04/2022

Relatorio_ADM_2021

Notas_explicativas_2021

DRE_2021

DMPL_2021

DFC_2021

BP_2021

Convocação_27-04-22