Juiz de Fora cria fórum empresarial para disseminar e fomentar adoção de práticas ambientais, sociais e de governança

Iniciativa proposta pelo Moinho estimula o compartilhamento de boas práticas e a elaboração conjunta de projetos que contribuem para o alcance de metas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 

 

Juiz de Fora cria fórum empresarial para disseminar e fomentar adoção de práticas ambientais, sociais e de governançaMais de 40 empresas entre grandes, médios e pequenos negócios públicos e privados, além de organizações de apoio ao desenvolvimento regional estão participando do Fórum ESG de Juiz de Fora. Uma iniciativa liderada pelo Moinho que tem como objetivo fomentar a adoção de práticas ambientais, sociais e de governança capazes de estimular a disseminação do conceito cunhado, em 2004, na publicação “Who Cares Wins” do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial.  

 

Intrinsicamente relacionado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o movimento ESG – do inglês Environmental, Social and Governance - constitui uma jornada de transformação dos negócios, a fim de garantir uma sociedade mais inclusiva, ética e ambientalmente sustentável, a partir de estratégias empresariais que alinhem lucro, propósito e transparência. 

 

Sob metodologia da Fundação Dom Cabral (FDC), o Fórum, criado em julho deste ano, tem como propósito “estimular o interesse genuíno para catalisar mudanças com impacto social positivo para a região”. Até o final de setembro, representantes das organizações que compõem o Fórum ESG de Juiz de Fora, divididos em quatro Grupos de Trabalho (GT’s) apresentarão os primeiros projetos relacionados ao movimento que serão realizados coletivamente e implementados até fevereiro de 2023. 

 

CEO do Moinho, Rita Rodrigues observa que a importância do Fórum está na construção colegiada e compartilhada de práticas capazes de serem adotadas por empresas de diferentes portes. “Geralmente relacionado ao trabalho desenvolvido por grandes corporações, o movimento ESG precisa alcançar também os pequenos negócios que geram renda em torno de R$ 420 bilhões por ano, equivalente a quase um terço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro”, explica a CEO. 

 

Projetos alinhados com as prioridades da cidade 

 

Juiz de Fora cria fórum empresarial para disseminar e fomentar adoção de práticas ambientais, sociais e de governança Professora convidada da Fundação Dom Cabral, diretora da Legacy4Business Consultoria e Treinamento e responsável por conduzir os encontros do Fórum, Francine Póvoa observa que a meta é viabilizar a implantação de projetos ESG identificados com as prioridades de Juiz de Fora e região apontadas pelo Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades Brasil (IDSC-BR). 

 

Iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, o índice objetiva orientar a ação política de prefeitos e prefeitas, assim como definir referências e metas com base em indicadores, e facilitar o monitoramento dos ODS em nível local. “Há um índice para cada objetivo e outro para o conjunto dos 17 ODS, de modo que seja possível avaliar os progressos e desafios dos municípios brasileiros para o cumprimento da Agenda 2030, de modo geral, e para cada objetivo que ela estabelece, em particular”. 

 

De acordo com o indicador que monitora 5.570 municípios brasileiros, Juiz de Fora apresenta “grandes desafios” em dez ODS, “desafios significativos” em outros quatro e “desafios” em um. Por outro lado, a cidade já atingiu a meta em dois. São eles, Energias renováveis e acessíveis (ODS 7) e Indústria, inovação e infraestruturas (ODS 9). Esse panorama confere à cidade o total de 52 pontos em cem disponíveis e a posição 1.210 no ranking do IDSC-BR que é liderado pelo município de São Caetano do Sul (SP), com 65,62 pontos. 

 

Responsáveis pelo planejamento, execução e acompanhamento dos projetos de ESG que estarão alicerçados nas maiores demandas locais (ODS 1, 2, 3, 4, 5, 10, 11, 14, 15 e 16), os GT’S do Fórum ESG de Juiz de Fora estão divididos em quatro eixos estruturantes: Meio Ambiente, Social, Governança e Comunicação. A expectativa é grande para a apresentação das propostas que devem ser adotadas conjuntamente como contribuição prática para que a cidade se torne mais sustentável. 

 

O que pensam integrantes do Fórum 

 

“Participar do Fórum ESG de Juiz de Fora, representando a Nexa, tem sido, sem dúvida, uma oportunidade muito rica, muito inspiradora, para que a gente possa estar aqui, articulado em rede, pensando, discutindo, mas sobretudo tendo um momento propositivo de novas soluções, ações e atuações para colocar a pauta ambiental, social e de governança no nosso município como prioritária. Essa articulação em rede envolve instituições privadas, mas também sociedades do terceiro setor e pessoas que se auto representam como cidadãos. Acredito que se a gente quer construir um novo sistema cooperativo, a gente precisa desse laboratório, dessa experiência, dessa troca compartilhada para ir juntos endereçando essas pautas que são tão importantes para o desenvolvimento de nossa cidade”.  

 

Flaviane Soares 

Consultora de Gestão Social – Nexa 

 

 

“Fica a expectativa de que a gente consiga abordar temas sensíveis, estudar e ter o assunto sempre vivo na cabeça, mas principalmente agir. A gente pensar em coisas boas para a comunidade, para o meio ambiente e que mude a nossa mentalidade dentro das nossas empresas, dentro das casas, que a gente consiga mudar o nosso estilo de vida, mas também que, em conjunto, consiga fazer algo maior para Juiz de Fora”. 

 

Lucas Carnicelli 

Diretor de Sustentabilidade – Chico Rei 

 

 

Quando fui convidado a participar do fórum, a expectativa já estava bem alta, bem grande mesmo, por conta do assunto tão atual e sob o qual temos nos dedicado bastante. Já no primeiro encontro foi uma grata surpresa ver a quantidade enorme de empresas com o mesmo objetivo, e, agora, já temos nosso propósito que é uma diretriz. Vamos compartilhar esse conhecimento nas nossas empresas, bem como no nosso município, nas nossas vidas. Estou com a expectativa muito grande e totalmente empolgado com o fórum. Obrigado por fazer parte desse grupo. 

 

José Alfredo Brandão Costa   

Especialista de Relações institucionais – MRS Logística SA 

 

 

As expectativas quanto ao fórum são as melhores possíveis. Primeiramente, estamos honrados e felizes por poder fazer parte desse grupo, pela nossa marca ter sido lembrada e por contribuir de alguma forma para o desenvolvimento das atividades e para uma entrega para a comunidade, que é o propósito do fórum. As expectativas de produzir em conjunto, de entender melhor o cenário e a proposta do ESG são as melhores.  Participar nos enriquece pessoalmente, não só profissionalmente e não só como representante de uma marca. Têm sido muito bacana nossos encontros. No último, principalmente, quando a gente já formou os grupos. Estar mais próximo dos colegas e conhecer melhor a cada um, o trabalho de cada um, as visões e entender que têm muita afinidade. Um grupo com vontade de fazer, de experimentar, de colocar a mão na massa e realmente transformar. Tem sido uma experiência muito rica, muito motivadora mesmo. E pensar que daqui a quatro ou cinco meses, a gente vai ter um primeiro resultado consolidado para entregar é muito bacana. 

 

Claudia Gentile Fonseca 

Analista de Comunicação – ArcelorMittal 

 

Confira os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

 

1- Erradicação da pobreza 

2 – Fome zero e agricultura sustentável 

3 – Saúde e bem-estar 

4 – Educação de qualidade 

5 – Igualdade de gênero 

6 – Água potável e saneamento 

7 – Energia limpa e acessível 

8 – Trabalho decente e crescimento econômico 

9 – Indústria, inovação e infraestrutura 

10 – Redução das desigualdades 

11 – Cidades e comunidades sustentáveis 

12 – Consumo e produção responsáveis 

13 – Ação contra a mudança global do clima 

14 – Vida na água 

15 – Vida terrestre 

16 – Paz, justiça e instituições eficazes 

17 – Parcerias e meios de implementação 

Precificação é tema do segundo encontro da Jornada da Rede Empreendedora

Precificação é tema do segundo encontro da Jornada da Rede Empreendedora   A segunda etapa da Jornada da Rede Empreendedora que apresenta os 4P’s (preço, produto, praça e promoção) do marketing trouxe ao Moinho, na última segunda-feira, dia 19, o consultor financeiro Sávio de Souza Inácio, da Supra IBR Consultoria e instrutor do curso “Gestão do MEI”, junto a Atol Soluções Contábeis. O especialista falou sobre precificação para uma plateia de mais de 60 pessoas, boa parte delas residente da Zona Norte.  

 

“Todas as fórmulas de cálculo que auxiliam a precificação são importantes, mas não podemos ficar presos unicamente a elas. Sempre queremos o melhor para o consumidor, mas lembre-se de cobrar um preço que, no mínimo, justifique seu negócio”, aconselhou o especialista. Empresária do segmento alimentício, Renata Brito acompanhou atenta as orientações. 

 

“Essas palestras têm sido muito esclarecedoras. Saio daqui mais convicta do que eu quero, porque é um estímulo muito grande para eu continuar. A oportunidade de me conectar com outros empreendedores é muito rica. Nunca imaginei que poderia participar de uma rede como essa. Quando nós começamos como empreendedores, ficamos meio perdidos e a Rede está nos ajudando a direcionar o nosso caminho e a chegar lá vitoriosos”, observou Renata que já aguarda os dois próximos encontros com os temas “Praça”, com a especialista em marketing digital, Ciane Lopes, em outubro, e “Promoção”, em novembro, com um dos sócios fundadores do Clube do Fut, o maior bar temático do Brasil, voltado para amantes do futebol, Diego Brugiolo 

 

Primeiro encontro abordou Produto 

 

Rede EmpreendedoraNo encontro anterior, realizado em agosto, a Jornada dos 4P´s do Marketing teve “Produto” como tema. Palestrante convidado, o sócio da Padaria Artesanal Bom Brasileiro, Hélio Zechini, formado em Administração de Empresas, com trajetória reconhecida na área de vendas, tendo sido auditor de uma das maiores empresas de varejo do Brasil, preparou conteúdo dinâmico e prático, mas, sobretudo, incentivou os empreendedores a persistirem nos negócios. 

 

“Você tem que olhar e acreditar no seu potencial. Olhe para sua história, para sua trajetória. Às vezes somos bombardeados com tanto insight que acreditamos que nunca estamos fazendo o suficiente, que não somos bons o suficiente. Mas cada história tem valor. Cada sonho tem muito valor. Basta você crer e trabalhar com humildade, sem acreditar em fórmula mágica. É preciso trabalho e perseverança”, afirmou Hélio, ao destacar que gostaria de ter ouvido esse conselho quando iniciou sua carreira empresarial. 

 

Empresária do ramo de móveis rústicos, Kátia Freguglia não perde um encontro da Rede Empreendedora. “Para mim é tudo muito novo, porque venho com uma história mais antiga. Estar junto desses jovens empreendedores abre portas e horizontes. É uma renovação”, explicou, satisfeita com a oportunidade oferecida pelo Moinho.  

 

Saiba mais sobre a Jornada dos 4P’s da Rede Empreendedora 

Moinho realiza quinta edição da Feirinha de Negócios Locais da Zona Norte

Feirinha de NegóciosA Feirinha de Negócios Locais da Zona Norte, promovida pelo Moinho em parceria com a Enactus/UFJF, chega à sua quinta edição. O evento que reunirá 20 empreendedores, cinco a mais que nos anteriores, agita o estacionamento do Moinho neste sábado, 17 de setembro, das 14h às 20h, com o tema Primavera.   

 

Ao criar oportunidades para a comercialização de produtos e serviços de pequenos negócios, a Feirinha visa fortalecer os negócios locais, assim como estimular o empreendedorismo  

 

A iniciativa está dando resultado. Ao longo das quatro edições já realizadas mais de 300 empreendedores da Zona Norte se inscreveram, dos quais 60 só nesta edição. A expectativa da organização é repetir o sucesso dos eventos anteriores. “Estamos bastante entusiasmados e na expectativa de gerar bons negócios para os empreendedores participantes”, avalia André Noronha, gestor de Comunidades do Moinho. 

 

Com a Feirinha, o público pode conhecer produtos e serviços de pequenos empreendedores locais em um ambiente acolhedor e vibrante com opções de lazer como música ao vivo com o cantor Will e recreação infantil com a Tia Tatá. “O apoio e a participação dos consumidores são fundamentais para impulsionar os pequenos negócios, dar visibilidade e contribuir para o desenvolvimento local”, acrescenta o gestor.   

 

O Moinho fornece toda a infraestrutura necessária ao evento, mas a ação não se limita à realização da feira. Também são oferecidos aos empreendedores, ao longo do ano, eventos e cursos de formação como trilhas de capacitação, mentorias e conversas com especialistas.  

 

Conheça os selecionados para a 5ª edição 

▪ Semilla de la Luna – @semilladelaluna
▪ Biscoiteria – @biscoiteria.jf
▪ Pontos da Laila – @pontosdalailacroche
▪ Imperial Aromas – @imperialaromas
▪ DoSis churros Espanhol – @dosis_atelie_segredoces
▪ Amorato Brownie – @amoratojf
▪ Produtos Âmbar – @ambar.produtos
▪ Delícias da Gigi – @giseleconfeiteira
▪ Regalos & Quitutes – @regalosequitutes
▪ Pães 3 M Artesanal
▪ Quittutes Confeitaria – @quittutes
▪ Pastel com Rock – @pastelcomrock
▪ Sabores da Renata – @saboresdarenata
▪ Su Fofuras Pet – @sufofuraspet.jf
▪ Mona Maluca – @monamaluca
▪ Magia do Gin –@magiadogin
▪ Griffe Kids – @griffekidsjf
▪ Serraria Grama – @serrariagrama
▪ Fh Artes – @fhartes
▪ Red Wood Defumados – @redwood_defumados

 

A Enactus/UFJF 

 

Rede de empreendedorismo social universitário global, a Enactus está presente em 38 países e em mais de 120 universidades brasileiras. Em Juiz de Fora, oferece quatro projetos de estímulo ao desenvolvimento social por meio do empreendedorismo seguindo a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, sendo um deles o Projeto Feirinha. 

Dubdogz inaugura escola de música no Moinho para crianças e adolescentes da Zona Norte

Dubdogz inaugura escola de música no Moinho para crianças e adolescentes da Zona Norte Os DJ’s gêmeos Lucas e Marcos Schmidt estão à frente da iniciativa que oferece aulas gratuitas de canto coral e flauta. Inscrições podem ser feitas pela internet 

   

Com dez anos de carreira, a dupla de DJ’s Dubdogz, formada pelos irmãos gêmeos Lucas e Marcos Schmidt, já se apresentou em vários países e festivais, como Rock In Rio, Lollapalooza, Tomorrowland Brasil, Ultra Music Brasil, XXXperience e Kaballah. Agora, os irmãos desembarcam no Moinho, para realizar um sonho antigo: a Escola de Música Dubdgoz, voltada à formação musical de crianças e adolescentes, entre 8 e 17 anos, com a oferta gratuita de 45 vagas nos cursos de canto coral (30 vagas) e flauta (15 vagas) no Núcleo Moinho. .

 

 As aulas de canto coral serão realizadas às segundas, das 9h30 às 11h, e as de flauta, na terça, das 10h às 11h, no Moinho. Para participar, basta efetuar o cadastro (clique aqui). Quem não conseguir se inscrever pela internet, pode comparecer pessoalmente ao Moinho, nesta quinta-feira, dia 8, a partir de 9h, quando serão realizadas as audições.

 

“O atendimento será por ordem de chegada. A audição será conduzida pela coordenadora pedagógica, Patrícia Guimarães, que estará atenta ao ritmo, à voz, à melodia, mas também ao interesse da criança e do adolescente em estar com a gente”, explica Cristina.  O único pré-requisito é que os candidatos estejam matriculados no ensino regular. 

 

As aulas da Escola Dubdogz estão marcadas para o período de setembro a dezembro deste ano. A expectativa é que, posteriormente, com a entrada de novos investidores e doadores, sejam oferecidas mais oportunidades na oferta de cursos e vagas. “O Moinho está sendo um parceiro maravilhoso, não só dando todo o suporte para que a escola tenha esse pontapé inicial, como também o espaço físico. Queremos ampliar muito nossa atuação, para atender centenas de crianças na região”, explica a produtora executiva, Cristina Sena.   

 

Proposta pedagógica está centrada no aluno 

 

Dubdogz inaugura escola de música no Moinho para crianças e adolescentes da Zona Norte A proposta pedagógica da Dubdogz está orientada na concepção do educando como ser único, e fundamentada em sintonia com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A metodologia tem como objetivo levar a criança e o adolescente a explorar e a descobrir todas as possibilidades dos sons através do seu corpo, das relações sociais e interpessoais. Desta forma, poderá desenvolver a capacidade de observação e apreciação, assim como fazer novas descobertas na aplicação de sua musicalidade. Entusiasmados com a possibilidade de realizarem o sonho da própria escola de música, os irmãos Lucas e Marcos Schmidt explicam que escolheram Juiz de Fora em reconhecimento à cidade onde nasceram, mas já planejam levar o projeto para outros municípios.  

 

“Estamos muito felizes. É uma realização. Depois de todo esse tempo, trabalhando com música, temos agora a oportunidade de passar um pouco do nosso conhecimento para crianças. Antes de começarmos como DJ’s, estudamos música. Eu fiz aula de guitarra, e o Lucas, de bateria. Isso ajudou muito na nossa formação. Passar isso para galera vai ser muito legal”, observa Marcos Schmidt. “A ideia é dar oportunidade para as crianças aprenderem um pouco sobre música, para terem esse conteúdo em sua formação. Quem sabe, um dia, eles poderão ser músicos, não necessariamente profissionais”, completa Lucas Schmidt. A escola mantém outro núcleo de formação no Instituto Padre João Emílio, na Zona Sul da cidade.

 

Dubdogz lança Escola de Música no Moinho

Dubdogz lança Escola de Música, no MoinhoCrianças e jovens da Zona Norte serão beneficiados com aulas de canto coral e flauta

 

Na segunda, 5 de setembro, o duo musical Dubdogz – formado pelos gêmeos Marcos e Lucas Ruback Schmidt, lança, no Moinho, a Escola de Música Dubdogz – a primeira investida da dupla em projeto sociocultural que visa contribuir para a formação artística de crianças e jovens.

 

“Nós tivemos a oportunidade de começar com nossos pais custeando os instrumentos e aulas, mas nem todo mundo tem essa chance. Nosso intuito é ajudar na inclusão social, além de incentivar a cultura”, afirmam os irmãos Schmidt.

 

A seleção dos alunos para as primeiras turmas será feita de forma presencial, no dia 8 de setembro, das 9h às 11h, no Moinho. Para o Núcleo do Moinho, serão oferecidas 45 vagas gratuitas de inicialização musical no canto coral e flauta, para crianças e jovens com idade entre 8 e 17 anos. As aulas de canto coral (30 vagas) acontecem às segundas-feiras, das 9h às 10h30 e as aulas de flauta (15 vagas), às terças-feiras, das 10h às 11h. O projeto será realizado também no Instituto Padre João Emílio, beneficiando outros 15 alunos.

 

Para se inscrever gratuitamente, clique aqui.

Banda Trupicada estreia seu primeiro espetáculo teatral

TrupicadaEstreia no sábado, dia 03 de setembro, o primeiro espetáculo teatral da Trupicada. A peça “Como cozinhar uma criança” narra as dificuldades de uma dupla de chefes de cozinha, interpretados por Lívia Gomes e Felipe Tavares, tentando levar ao ar um programa de culinária que tem crianças como ingredientes principais. O projeto foi contemplado pelo Programa Cultural Murilo Mendes, promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora e aborda, de forma lúdica, valores importantes na formação do caráter do ser humano.

 

Além de ser o primeiro espetáculo de teatro da Trupicada, “Como cozinhar uma criança” marca também a estreia do ator Tairone Vale na direção teatral. Convidado pela banda desde a idealização do projeto, o diretor também assina a dramaturgia do espetáculo, baseada no livro homônimo do autor português Afonso Cruz.

 

“Como cozinhar uma criança” tem como cenário um food truck repleto de geringonças, objetos de cozinha e parafernálias tecnológicas. Além disso, a transmissão do programa de culinária pode ser acompanhada ali mesmo durante o espetáculo, através de uma tela acoplada à barraca, que mostra tudo o que a câmera dos chefs captura. E, claro, música e muita cantoria estão garantidas. A animação que todo mundo já conhece da “Trupi” ganha as cenas, e a musicalidade é um dos pontos altos do espetáculo. Executando canções originais compostas pela banda em parceria com Tairone Vale, os atores Lívia e Felipe transformam acessórios de cozinha, como panelas e talheres, em fascinantes instrumentos musicais.

 

TrupicadaAtravés do uso de metáforas, “Como cozinhar uma criança ” é uma comédia de terror infantil, que propõe ser uma experiência diferenciada para todas as idades: ao mesmo tempo que instiga os pequenos a refletirem sobre quais são os melhores “ingredientes” para que não se tornem “adultos sem graça com gosto de mingau de chuchu”, o espetáculo também convida o espectador adulto a se questionar sobre a seguinte pergunta: “o que você deixou para trás quando cresceu?”.

 

Sobre a TRUPICADA

 

Formada por oito músicos de Juiz de Fora, a Banda Trupicada aposta em espetáculos que integram músicas, brincadeiras e contação de histórias. A “Trupi”, desde 2007, vem excursionando por várias cidades do Brasil com um repertório de canções autorais. As composições do grupo são fruto de um processo constante de trabalho e pesquisa sobre a cena brasileira da produção musical infantil, bem como da vivência com crianças em escolas da educação infantil e ensino fundamental.

 

Sinopse

Em um programa de culinária ao vivo, dois cozinheiros ensinam uma receita cujos ingredientes principais são, nada mais e nada menos, que… CRIANÇAS. A ideia é preparar devidamente os pequenos para que não se tornem adultos intragáveis. O problema aparece quando os chefs não concordam quanto aos métodos de preparo. E agora? Quem será que vai acabar indo pra panela?

 

Ficha Técnica

 

Texto Original – Afonso Cruz

 

Dramaturgia e Direção – Tairone Vale Elenco – Lívia Gomes e Felipe Tavares

 

Trilha Sonora Original – Felipe Tavares e Tairone Vale

 

Direção de Arte – Jacqueline Oliveira

 

Cenotécnico – Corélio Rosa

 

Figurino – Jacqueline Oliveira

 

Iluminação – Raíssa Salgado

 

Coordenação de Produção – Lívia Gomes

 

Produção – Grilla!, por Pri Helena, Rebeca Figueiredo e Jhully

 

Assessoria de Imprensa – Grilla!, por Pri Helena e Rebeca Figueiredo

 

Fotografia Still – Marcella Calixto

 

Designer – Gabriel Bittencourt

 

Idealização – Banda Trupicada

 

TrupicadaEste espetáculo conta com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, da FUNALFA e do Programa Cultural Murilo Mendes

 

Serviço

 

Temporada de Estreia de “Como cozinhar uma criança”, em Juiz de Fora: Setembro ¦ 2022

 

Dias:

 

03 e 04 – sábado e domingo

 

07 – quarta-feira

 

10  – sábado

 

17 e 18 – sábado e domingo

 

24 e 25 – sábado e domingo

 

Horário: 16h

 

Local: Auditório Moinho Zona Norte (Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 900 – Francisco Bernardino, Juiz de Fora)

 

Classificação Indicativa: Livre

 

Livre Gênero: Comédia de Terror infantil

 

Valor dos ingressos: Promocional (comprado antecipadamente) – R$ 15,00 Inteira – R$ 40,00 Meia – R$ 20,00

 

Informações: (21) 99159-7010

5ª Edição da Feirinha de Negócios Locais da Zona Norte está com inscrição aberta

Feirinha de NegóciosTermina na próxima quarta-feira, dia 31 de agosto, as inscrições gratuitas para que micro e pequenos negócios participem da 5ª edição da Feirinha de Negócios Locais da Zona Norte. Os interessados podem se inscrever pelo Instagram @nossomoinho. Serão selecionados 20 empreendedores, sendo dez deles integrantes da Rede Empreendedora do Moinho, criada com o objetivo de fortalecer e fomentar a economia local.

 

A Feirinha será realizada no dia 17 de setembro, das 14h às 20h, no estacionamento do Moinho que oferece toda a infraestrutura necessária aos selecionados, para que consigam comercializar seus produtos e ou serviços. O evento, realizado mensalmente, também é uma vitrine para o fortalecimento das marcas junto ao público consumidor, contribuindo para que se tornem mais reconhecidas.

 

Saiba mais

 

A FEIRINHA

 

Organizada pelo Moinho em parceria com a Enactus/UFJF, a Feirinha de Negócios Locais da Zona Norte oferece gratuitamente aos microempreendedores selecionados infraestrutura necessária para sua participação, além de incluí-los em diversas iniciativas de formação, como palestras, cursos e oficinas. “Disponibilizamos trilhas de capacitações, mentorias e conversas com especialistas, dentre outras iniciativas”, explica o Gestor de Comunidades do Moinho, André Noronha.

 

A ENACTUS/UFJF

 

Rede de empreendedorismo social universitário global, a Enactus está presente em 38 países e em mais de 120 universidades brasileiras. Em Juiz de Fora, oferece quatro projetos de estímulo ao desenvolvimento social por meio do empreendedorismo seguindo a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, sendo um deles o Projeto Feirinha.

Moinho amplia oferta de aulas gratuitas de atividade física para a comunidade

Moinho amplia oferta de aulas gratuitas de atividade física para a comunidade Em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura de Juiz de Fora, o Moinho está ampliando a oferta de aulas gratuitas de atividade física e bem-estar. Além de TAE BO e funcional, a comunidade passa a contar também com aulas de ginástica, alongamento e dança fitness, às terças e quintas, em três horários: 15h, 16h e 17h.

 

Gestor de Comunidade do Moinho, André Noronha explica que a ampliação das atividades visa atender demanda reprimida. “Através da parceria com a Prefeitura, vamos aumentar o número de pessoas beneficiadas em mais de 100%. As atividades serão em horários diferentes para alcançar maior número de pessoas”, explica.

 

Para se inscrever, os interessados devem procurar a professora Ana Cláudia, no horário das aulas, às terças e quintas, no Moinho (próximo ao Espaço Contemplar). É necessário trazer documento de identidade e um atestado de aptidão física fornecido por um médico.

 

Aluna perde 9 kg em seis meses

 

Moinho amplia oferta de aulas gratuitas de atividade física para a comunidade Praticar atividade física regularmente melhora a circulação sanguínea, fortalece o sistema imunológico, ajuda no processo de emagrecimento, diminui o risco de doenças cardíacas, assim como fortalece ossos, aumenta a força e a resistência muscular. A aluna Wanelia de Oliveira, que frequenta as aulas de TAE BO e funcional do professor Leandro Dôse, desde março, é um bom exemplo dos benefícios gerados pelos exercícios físicos.

 

Ela, que se orgulha de nunca ter faltado a um dia sequer, está colhendo os resultados de sua determinação. “As aulas no Moinho têm me ajudado bastante. Já emagreci nove quilos e isso é muito bom também para a autoestima. Estou me sentindo melhor e mais animada. Além das aulas, faço caminhada, evito pegar ônibus e também faço reeducação alimentar”, explica Wanelia.

 

“Na primeira aula, tivemos 60 pessoas presentes. A procura foi só aumentando e, por isso, abrimos mais uma turma. Hoje, são duas nos horários de 18h e 19h, às terças e quintas. Nem com o período do frio elas pararam. São duas turmas lotadas com mais de 30 pessoas.  Acredito que até o verão, ou seja, até o final do ano, já devemos ter mais de cem alunas em atividade”, explica Leandro, ao destacar a participação do público 100% feminino.

 

Segundo o professor, a maioria das alunas era sedentária. Por isso, a prática de exercícios físicos tem sido importante sob vários aspectos. “Elas melhoraram o cuidado com a alimentação e ganharam em qualidade de vida. Isso impacta na saúde de modo geral, no sono, no humor. Receber esses feedbacks é gratificante demais”, alegra-se o professor, pronto para auxiliar mais pessoas que queiram viver mais e melhor.

Alunos da APAE participam do Cine-Escola na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

Para muitos alunos, foi a primeira vez que desfrutaram da experiência de assistir a um filme. A emoção também contagiou a família

 

“Quando começou o filme, eu já queria chorar, porque ir ao cinema é algo que eu fazia com a minha mãe e não sabia se teria a oportunidade de fazer o mesmo com meu filho”.  As palavras de Jéssica Carvalho, mãe de Miguel, uma criança autista, ilustram bem o que iniciativas inclusivas são capazes de fomentar tanto do ponto de vista individual quanto coletivo. Por isso, na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Juiz de Fora (APAE) foram os grandes protagonistas do Cine-Escola do Moinho.

 

“Sempre quis levá-lo ao cinema, mas sabia que os olhares ficariam voltados para ele. Quando o filme começou, ele pulou na piscina de bolinha, ficou correndo e ninguém olhou. Foi um alivio muito grande. Sabia que ele não ia assistir ao filme, mesmo que ele tenha falado a semana inteira sobre isso. Quando acabou, ele bateu palma como se tivesse visto o filme inteiro. É uma sensação inexplicável. Tudo o que é a primeira vez dele é diferente. Foi muito especial”, desabafou a mãe, emocionada.

 

Instituída pela Lei nº 13.585 de 2017, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre as necessidades específicas de organização e de políticas públicas para promover a inclusão desse segmento, além do combate ao preconceito e à discriminação. Em atividade há 54 anos, atuando na habilitação e na reabilitação das pessoas com deficiência intelectual, múltipla e autismo, a APAE Juiz de Fora atende, atualmente, 335 pessoas nas áreas de assistência social, saúde e educação.

 

“Na parte da assistência social, atendemos, geralmente, maiores de 18 anos que já concluíram um percurso escolar. A finalidade é que adquiram autonomia, independência e participação social. Na educação, temos uma escola especial, com algumas séries do Ensino Fundamental e, na saúde, oferecemos atendimento com fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta”, explica a coordenadora da Assistência Social da entidade, Elisabeth Novaes.

 

O acesso aos serviços de assistência social da APAE é feito por meio de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou de um Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS). Para atendimentos de saúde e educação, os interessados podem procurar diretamente a instituição. “Nosso objetivo é prepará-los para o mercado de trabalho, e para que possam conhecer seus direitos e deveres”, acrescenta a educadora social, Gelciara Leite, que acompanhou o grupo de alunos durante o Cine-Escola, ao lado de outros responsáveis, uma vez que o envolvimento da família neste trabalho é primordial. Muitos dos assistidos nunca tinham passado pela experiência de uma sessão de cinema.

 

“O Moinho conseguiu fazer com que todos se sentissem bem acolhidos.  A importância dessa iniciativa é muito grande. As famílias ficaram super à vontade. Vocês conseguiram deixar o ambiente apropriado, não muito escuro, com iluminação e som bem bacanas. Alguns pais nos relataram que gostaram muito do passeio, do ambiente e da forma como foram bem recebidos”, finalizou a coordenadora.

 

O transformismo como um ato político e de amor

Ele está em Juiz de Fora para a disputa do concurso que chega aos 40 anos de existência, projetando Juiz de Fora para o Brasil e o Mundo, e colorindo a cidade de diversidade, inclusão, pertencimento. De olho na cobiçada coroa do Miss Brasil Gay, edição 2022, a Miss Mato Grosso Gay, Muriel Lorensoni, nascida da criatividade e do protagonismo de Muryllo Lorensoni, esteve no Moinho. Não foi uma passagem qualquer.

 

Com a força característica das pessoas que sabem quem são e o que vieram fazer neste mundo, deixou um rastro de consciência crítica, encantamento e humanidade. Nesta entrevista exclusiva, Muriel conta porque deseja tanto ganhar a disputa – “é a possibilidade da minha voz ser amplificada, para que as pessoas possam ouvir a mensagem que tenho para transmitir” – e, ainda, porque o transformismo é um ato de resistência e de amor.

 

Confira o que ele falou sobre o Moinho. 

 

Moinho: Conte um pouco da sua trajetória. Como chegou até aqui, em Juiz de Fora, para disputar o Miss Brasil Gay?

 

Muriel – Nunca pensei, durante a infância e adolescência, que seria ou viveria a experiência transformista. Vocês que moram em Juiz de Fora estão bem habituados com o concurso Miss Brasil Gay e entendem bem o que é o transformismo. Mas essa experiência artística de transgredir para um outro gênero, de performar como esse gênero, ou seja, uma performance datada, e que também é, ao mesmo tempo, artística, política e social.  Em 2017, eu cursava doutorado pela Universidade Federal de Mato Grosso, em um programa chamado Estudos de Cultura Contemporânea. Durante esse programa, me coloquei à disposição para pesquisar sobre gêneros. E, mais do que isso, pesquisar sobre as performances de gênero. Entendo que o gênero é construído a partir de uma performance. Ele é uma construção social. Então as masculinidades e feminilidades com s bem grande do final, são construídas nesse convívio social, nesse contexto social e em dinâmicas sociais do cotidiano. A partir daí, surgiu a ideia de pesquisar uma Miss Brasil Gay, como fenômeno social que permite essa performance. No caso, é uma transformista que engloba tanto as esferas sociais, culturais e do próprio capital, por se tratar de um evento, com essas reflexões acerca de gênero. Tive a oportunidade de vivenciar a experiência transformista, participando do concurso Miss Mato Grosso Gay. Foi um evento no final de 2017, e a ideia dessa participação era ter um experimento, que é a Muriel, e esse experimento se tornar a narrativa da própria tese. Logo, a tese concluída em 2021 fala e narra minha experiência como transformista. Antes de terminá-la, eu já havia me inscrito novamente no concurso Miss Mato Grosso Gay com a intenção de chegar em Juiz de Fora para disputar o Miss Brasil, tanto por uma questão muito pessoal e particular – durante todo esse processo, isso acabou, de alguma maneira, me encantando e despertando a vontade de ter essa experiência -, e continuar o olhar sobre esse evento, esse fenômeno. Em 2020, não houve o concurso por conta da pandemia. E, em 2021, eu venci o Miss Mato Grosso Gay. Assim, cheguei aqui em Juiz de Fora como representante do estado.

 

– E qual é a sensação de estar em Juiz de Fora?

 

– Vou confessar que ao descermos do ônibus, tive um misto de sensações. Foi um turbilhão, porque é muito curioso você ficar debruçando sobre um trabalho de pesquisa, falando sobre um lugar, falando sobre pessoas, sobre acontecimentos e não conhecer isso, não vivenciar isso. É muito forte estar aqui, porque a minha tese de doutorado fala de Juiz de Fora. É uma tese que narra Juiz de Fora, não só o Miss Brasil Gay, mas que que fala sobre a cidade, sobre como ela acolhe esse evento e se orgulha dele. Isso passa muitas impressões sobre as pessoas que vivem aqui, sobre os valores das pessoas que, ao meu ver, são impressões muito positivas. Quando cheguei, me sentia muito agradecido de estar aqui e também muito feliz de poder conhecer, de ter contatos, de comprovar tudo aquilo que já havia comentado na minha tese.

 

– Tudo que você já viu e viveu em Juiz de Fora está de acordo com o que escreveu e pesquisou sobre a cidade?

 

Eu acredito que nós não podemos nunca falar numa totalidade. Eu não gosto de generalizar nada. Digo que embora a gente tenha esse imaginário de uma cidade que é gay friendly, que respeita a diversidade, que de fato se orgulha em ter um evento LGBTQIA+ do porte do Miss Brasil Gay, sabe que existem problemas sociais ainda. A gente sabe que a cidade ainda enfrenta casos de violência contra LGBTQIA+, que essa liberdade, em alguns momentos, é podada, é muito privada. Cada um tem um objetivo diferente em se orgulhar, em dizer que o concurso acontece aqui. Seja um objetivo monetário, do capital, seja propriamente pela luta e militância. Todo esse movimento é válido. A gente se simpatiza com a cidade a partir desse imaginário que foi construído. Nunca em uma totalidade, mas, de certa forma, percebo que a cidade acolhe muito bem essa comunidade e respeita também não só a comunidade LGBTQIA+, porque eu penso que o respeito é uma coisa global. A gente respeita as pessoas, os seres humanos, de uma forma muito mais ampla do que somente pela questão sexual e do gênero. Mas penso que Juiz de Fora é, sim, uma cidade bastante acolhedora.

 

– Qual foi a maior dificuldade que você já enfrentou?

 

Já enfrentei muitas dificuldades e elas estão relacionadas mesmo a uma questão da minha própria história de vida. Quando penso em empoderar alguém, esse empoderamento nasce muito da força que a gente tem dentro da gente. Muitas vezes a gente se sabota, acreditando que não pode chegar em algum lugar. Tenho um histórico muito parecido com grande parte das pessoas que eu acabei pesquisando durante o doutorado. Meninos que são gays, que não tiveram a presença do pai em casa, que nasceram em famílias humildes. Essa é uma realidade que hoje carrego com muito orgulho em poder dizer que consegui chegar no lugar que sempre almejei. Esse lugar não é referente ao capital, nada referente à posição social, mas referente muito à pessoa que me tornei. Muito confiante em mim mesmo. Sei muito bem quem sou. Falo que sou empoderado, porque me conheço. Sei das minhas forças e isso me deixa uma pessoa imponente. Até por isso mesmo, acredito que uma das dificuldades que não percebo, embora pode ser que aconteça de forma velada, por exemplo, é que não sofro homofobia. Nunca fui vítima de homofobia. Como eu disse, pode ser de forma velada, por ser uma pessoa que se empoderou nesse sentido. Isso para mim é muito positivo.

 

– E quando olha para trás e vê aonde você chegou qual é sua sensação?

 

Eu fico muito feliz por trilhar um caminho que me faz muito bem. Mas mais do que entender que esse caminho me faz bem, o mais gratificante é saber que isso faz bem a outras pessoas. Quando a gente fala de gênero, de sexualidade, de assuntos que ainda são tabus, acaba ensinando, aprendendo, desmistificando e trazendo valores que são os mais primordiais, como amor, respeito ao próximo, olhar para o outro e entender que ele é diferente, mas não é desigual a mim. Nem menos e nem mais. Assim, construímos, de fato, uma sociedade cada vez melhor, mais justa, mais igualitária, onde os direitos são de fato atribuídos e as pessoas se respeitam e se amam.

 

– Qual é o seu maior sonho?

 

Hoje o meu maior sonho é sair de Juiz de Fora com a coroa de Miss Brasil Gay. Essa coroa tem um significado muito maior do que mera vaidade. Não é um concurso de beleza. A coroa não representa isso para mim. É a possibilidade da minha voz ser amplificada, para que as pessoas possam ouvir a mensagem que tenho para transmitir, e que eu possa ser um elemento transformador. Essa coroa é uma grande oportunidade de fazer mudanças. Mudanças na vida de alguém, mudanças dentro da minha comunidade, mudanças nesse país, mudanças onde a gente precisa mudar. A coroa é essa potência, essa força.

 

– Como foi sua experiência no Moinho?

Essa é a pergunta mais difícil de responder. Estou extremamente encantado com esse espaço e desconhecia que isso existia em qualquer lugar do planeta. Nunca imaginei um complexo tão grande, com essa estrutura. Aqui tudo é tão lindo, com tantos valores empregados. Vi mais do que um espaço bonito, com decoração moderna. Vi um espaço que é muito humanizado, que pensa muito no outro, que pensa muito no coletivo. Pensar que tem uma energia própria, que tem reaproveitamento de água, ações que são muito valiosas para essa contribuição na própria sociedade. Ser também esse espaço que é bonito, que é criativo, que é leve, que tem uma vibe maravilhosa. E o problema maior é que eu não quero ir embora. Não imaginava que existia um lugar como esse em nenhum lugar do país e nem do mundo.