Sete tendências do marketing digital, segundo o especialista Renan Caixeiro

Especializado em marketing digital, Renan Caixeiro participou de evento no Moinho e apresentou temas que nenhum empreendedor deve desconsiderar

 

Renan

 

Convidado da terceira edição da Conversa com Especialista, Renan Caixeiro abriu o jogo para uma plateia ansiosa por conhecer mais detalhes de um tema que está mexendo com o mundo dos negócios: o metaverso. Com dicas práticas para que os empreendedores já pudessem aplicar algumas delas em seus negócios, o especialista em marketing digital elencou sete tendências que não podem ser desconsideradas.

 

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Compilamos, nas palavras do próprio especialista, os temas indispensáveis para quem atua no mundo dos negócios. Vamos a eles.

 

  1. Esteja atualizado sobre a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD)

“Se você trabalha com marketing digital ou é uma agência ou qualquer outro serviço que envolva dados de clientes, a LGPD pode te pegar. A multa é muito alta, ela pode chegar, se não me engano, a 3% do faturamento da empresa, por causa de um dado de cliente que vazou ou se perdeu. A lei já está em vigor e, em breve, vão começar a surgir os primeiros casos, já que estamos falando em tendências. Converse com alguém que entenda de legislação e monte um plano para mitigar os seus riscos”.

 

  1. Google Analytics 4

“Quem tem site, tem que olhar o Google Analytics. É uma coisa básica saber como está o tráfego do seu site. A partir de junho de 2023, o Google Analytics como se conhece vai sair do ar. E a nova ferramenta, o Google Analytcs 4, tem que ser instalada o mais rápido possível para não perder os dados anuais. Essa ferramenta ajuda em uma integração melhor com a análise de dados, com o Googles Ads e também dá insights bem legais sobre o tráfego do site. Ela tem como foco a integração e a inteligência de dados”.

 

  1. Social Commerce

“Quem tem qualquer negócio de vendas, precisa olhar para o Social Commerce, com a oferta de produtos dentro do Instagram, do WhatsApp, sem precisar entrar nos sites. É uma tentativa para o cliente ficar dentro do ecossistema do Facebook, que é da empresa Meta. Isso é muito coisa muito interessante, porque provavelmente utilizará em seu negócio, se é que ainda não utiliza. É uma tendência, já que os usuários precisam de contato social”.

 

  1. No Code Startups

“Essa tendência é para a área de tecnologia. Hoje nem sempre mais é necessário contratar um programador. Você consegue criar um site, um aplicativo, um programa sem saber programar, sem código. O software sai mais rápido e fica mais barato”.

 

  1. WhatsApp Comunidades

“Já está disponível no mundo todo menos no Brasil. WhatsApp Comunidades permite colocar até 516 pessoas em um mesmo grupo. Assim como a criação de comunidades de grupos. São até dez grupos dentro de uma comunidade. Isso abre muitas oportunidades”.

 

  1. WhatsApp automações (oficiais)

“São as mensagens automáticas no WhatsApp. As empresas podem fazer disparo de mensagens automáticas para os clientes. Outro tipo de uso é ter um chat que, por exemplo, manda o link de uma reunião, pergunta se o cliente gostou ou não do produto. É muito útil para quem recebe muita ligação, faz muita reunião ou conversa e não tem como acompanhar o tempo todo. Essa ferramenta é importante. Antes só estava disponível para empresa grande e agora todo mundo pode configurar. Corre e tenta fazer primeiro”.

 

  1. Bônus: Metaverso

“Eu não falei do TikTok porque é óbvio que é preciso fazer alguma coisa nesta rede se você quer interagir com o público que está nela. Isso não é tendência, já está aí. O Metaverso não vai te afetar tanto amanhã, mas é bom ficar atento. É um dispositivo que te coloca no ambiente virtual, mas ainda é apenas o começo. Só colocando os óculos próprios para entender. Com o acessório, todo seu campo de visão fica dentro do programa, do sistema. Isso abre muito espaço e pode mudar muita coisa. No último Natal, esses óculos foi o segundo produto mais vendido nos Estados Unidos, o que mostra que um monte de gente no mundo inteiro já está utilizando essa rede”.

 

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Moinho ativa hub de inovação com evento sobre sustentabilidade

Empresas foram convidadas a participar do Fórum ESG de Juiz de Fora

 

 

Rita Rodrigues

Com a participação do diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), Carlo Pereira, o Moinho ativou no dia 5 de maio, o Moinho LAB, hub de inovação orientado pelos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que busca por meio de conexões com empresas e organizações estimular o protagonismo, a convivência e a colaboração para gerar impacto positivo e prosperidade.

 

 

CEO do Moinho, Rita Rodrigues abriu o evento, apresentando o conceito do empreendimento que vai muito além de instalações físicas. Por isso, fez questão de ressaltar que não se tratava da inauguração do LAB, mas sim sua ativação, uma vez que o processo de transformação é contínuo.

 

“Além de um lugar da vida coletiva, nós também somos um minicentro urbano, que quer ser ocupado e visto como polo de empreendedorismo, inovação e criatividade com o olhar para o futuro. Temos como propósito inspirar para transformar e não vamos fazer isso sozinhos. Durante muito tempo a gente pensou como materializar de fato essa transformação. Por isso, criamos o Moinho LAB”, explicou.

 

Arthur Avelar

O gestor do Hub de Inovação, Arthur Avelar, detalhou que o hub é espaço ideal para reflexões e ação. “Temos um protocolo de intenções com a Prefeitura de Juiz de Fora para sermos um centro de tecnologia e inovação e também de excelente capital humano. Como bons mineiros, estamos com a faca e o queijo na mão para trilhar o caminho dessa transformação”.

 

Juiz de Fora pode ser ponto de integração para a Rede Brasil do Pacto Global

 

Palestrante convidado, o diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global ONU, Carlo Pereira, parabenizou a cidade pela iniciativa, uma vez que um lugar como o Moinho não existe só porque o empreendedor quer, mas também porque a sociedade permite e deseja promover a mudança. “Quero fazer o pré-anuncio de um convite para que a gente faça aqui um hub de ODS do Pacto Global. Já temos alguns hubs espalhados pelo Brasil. Por que não fazer um aqui também?” – questionou.

 

Em sua apresentação, Carlo explicou que o Pacto Global é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) diretamente ligada ao Secretário Geral. “Somos um movimento global de empresas e stakeholders unidos para criar um mundo mais sustentável sem deixar ninguém para trás. É a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, com mais 20 mil membros, 160 países e 70 redes locais. O Brasil é uma rede local e é a terceira maior do mundo com mais de 1,5 mil membros”.

 

Carlo apresentou dados que apontam que, apesar do mundo atravessar uma pandemia, ocorreram mudanças positivas na humanidade, ao longo dos anos. A população, por exemplo, morria severamente pela guerra, pela peste e pela fome. “Antes, 37% da população vivia em extrema pobreza. Agora são 10%. Acabamos com várias doenças. A mortalidade infantil no Brasil, há 50 anos, era de 200 em mil. Hoje são 15 em mil. Esses exemplos e dados mostram que é possível transformar e que a humanidade é capaz de resolver seus próprios problemas”, disse.

 

Mesmo com tanta positividade, Carlo Pereira mostrou que não podemos parar no meio caminho. Apesar de termos avançado muito, ainda há um longo percurso pela frente. Afinal, no Brasil, 700 mil pessoas vivem na extrema pobreza. Em relação às questões climáticas, ele observou que se não controlarmos as emissões de CO2 a temperatura pode aumentar 3,5 graus até o final do século.

 

“O presidente Barack Obama falava que a nossa geração é a primeira a sentir os efeitos da mudança do clima e a última a conseguir fazer algo para salvar a humanidade”, ressaltou o executivo, ao alertar a plateia sobre os números que mostram a fome no Bras e que afeta 25 milhões de pessoas além das 116,8 milhões que convivem com a insegurança alimentar, ou seja, mais da metade da população brasileira.

 

A Agenda 2030 e ESG

 

“A sociedade global, e me refiro aqui ao primeiro, segundo e terceiros setores, fez a agenda 2030. Ou seja, ela foi pensada pelos governos, pela sociedade civil e pelo setor privado. Pulamos de oito para 17 objetivos, porque muita coisa teve que ser acolhida. A ideia, e o Moinho representa muito isso, é que os ODS sejam implementados pelos três setores da economia. As empresas têm um papel essencial para seu alcance”, observou Carlos Pereira.

 

Cunhado em uma publicação de 2004 do Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial, chamada Who Cares Wins, o termo ESG (termo em inglês que significa Meio Ambiente, Social e Governança) surgiu de uma provocação do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a 50 CEO’s de grandes instituições financeiras, sobre como integrar esses fatores no mercado de capitais.

 

“A revolução global de sustentabilidade tem a mesma escala e impacto da Revolução Industrial juntamente com a velocidade da revolução digital”, afirmou Carlo ao repetir a fala do ambientalista Al Gore.

 

Moinho lança o Fórum ESG de Juiz de Fora

 

Carmen Calheiros

Para encerrar o evento com um convite à mobilização, a gestora de Comunicação do Moinho, Carmen Calheiros, propôs a criação de um grupo de trabalho sobre a temática ESG, na cidade. “Quero fazer um convite para todas as empresas, para todas as organizações civis e governamentais, para não deixarmos a Agenda 2030 distante da Zona Norte, distante da nossa cidade, distante desse mundo que a gente quer construir juntos. Como Moinho, propomos a criação de um fórum para tratar de ESG em Juiz de Fora”.

 

Segundo ela, parceiros como Fundação Dom Cabral, Nexa, ArcelorMittal, Medquímica, BD, U&M, Camilo dos Santos, Chico Rei e o Centro Industrial já demonstraram interesse na participação, além de marcas apoiadoras, como a Bloom Consulting e Luzio Strategy, ambas de São Paulo. Os próximos passos para a consolidação do fórum serão tomados de forma coletiva.

 

Lideranças destacam a importância do Moinho para uma cidade sustentável

 

“O Moinho é um lugar de pessoas que estimula o empresariado de Juiz de Fora a adotar uma postura positiva em relação a busca do desenvolvimento sustentável e inclusivo. É um exemplo. Firmamos um protocolo de intenção para criar aqui um centro tecnológico. Dentro dessa perspectiva territorial, ele é porta de entrada para uma vida nova para essa região que tanto recurso gera para o município. Aqui estão instaladas as principais empresas da cidade”.

Ignácio Delgado

Secretário de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade da Prefeitura de Juiz de Fora

 

“O Moinho representa muito por todas as frentes que abre e impacta muito não só a Zona Norte, mas Juiz de Fora e região. É um marco temporal. Vamos conseguir realmente ver toda essa excelência que está sendo produzida aqui com todo esse conceito e todo esse conteúdo. Para nós, é um prazer muito grande, não só por morar em Juiz de Fora, mas também por termos veia empreendedora atuante. Todas as nossas empresas vão interagir com esse projeto do Moinho”.

Célio Chagas

Presidente do Hospital Albert Sabin, da Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região e do Instituto Albert Sabin. Diretor do Sabin Ensino e Pesquisa

 

“O Moinho é um lugar de inovação onde as pessoas se encontram para crescer e se transformarem juntas. Onde a pessoa se transforma enquanto ser humano e também o seu negócio. Isso faz com que a cidade cresça, sem dúvida nenhuma, trazendo um tema tão atual, que é o ESG para sociedade, empresas e para Juiz de Fora”.

Gislaine Trindade

Diretora de Recursos Humanos e Comunicação da Medquímica

 

“Ver a experiência do Moinho foi realmente fantástico e apaixonante. Ainda mais agora com essa agenda ESG, que a gente defende muito lá no colégio também e para mim que, há 20 anos, optei por voltar para Juiz de Fora e largar as oportunidades que tinha em São Paulo, para trabalhar o desenvolvimento da cidade. Ver grandes empresários fazendo isso é muito prazeroso. Espero de alguma forma poder participar desse movimento também”.

Makerley Arimateia

Diretor da Rede de Ensino Apogeu

 

“O Moinho trouxe uma sofisticação e uma nova linguagem tecnológica. Tem uma cultura bem futurística que é a desconstrução de muros e criação de pontes. E também com a sua linha de interlocução com a periferia, o Moinho mostra que ela não é carência e sim potência. O Moinho vem como fomento, equilibrando o nosso diálogo, dando foco à cultura, à arte. Temos um palco alternativo para manifestar as nossas inquietações. Isso é maravilhoso”.

Negro Bússola

CEO e fundador presidente da Casa de Cultura Evailton Vilela

 

“Estou encantado. Passo aqui constantemente para ir para a fábrica no Distrito Industrial, e o Moinho está cada dia mais harmonioso. Eu o considero como um aliado para favorecer a Zona Norte”.

Heitor Villela

Fundador da Paraibuna Embalagens

Moinho revela a vivacidade de Juiz de Fora pelo olhar criativo de Guilherme Kramer

Artista internacional será o responsável por traduzir as humanidades locais em mural de 96 metros quadrados que dará à cidade uma nova referência de si mesma

 

Arte no Moinho

Nos passos do artista, a subversão pelo olhar. Na mente do artista, a justaposição de rostos e realidades. Pelas mãos do artista, uma Juiz de Fora ainda inédita. É assim, com sete dezenas de latas de spray de cores vívidas que o renomado artista urbano, Guilherme Kramer, desembarca nesta terça-feira, dia 20 de abril, no Moinho – empreendimento que está revitalizando as antigas instalações do Moinho Vera Cruz, na Zona Norte – para trazer humanidades juiz-foranas ao concreto, em uma clara referência ao propósito do Moinho de “inspirar para transformar”.

 

Reconhecido internacionalmente, esta será a primeira vez que Kramer emprestará sua arte urbana para traduzir em um mural de 24 metros de largura por 4 metros de altura sua impressão sobre as “juiz de foras” que encontrará pelas ruas. Entusiasmado, com uma vibração contagiante na voz pela oportunidade inédita de deixar sua marca e seu marco por essas paragens, o artista antecipa parte do que pretende realizar.

 

“Será um grande mural de uma multidão supercolorida que eu chamo de os vívidos. As cores vívidas também falam muito sobre as cores da alma que cada um emana. Então será uma justaposição e passagens de inúmeras cores dentro desses rostos”, adianta Kramer, ciente, porém, de que a obra pode surpreendê-lo, uma vez que emerge de seu subconsciente. “Vou sentir a cidade, a Zona Norte”, revela eufórico, ao destacar que sempre foi louco pelas expressões humanas que ele também classifica como “cartografias faciais”.

 

Sentir a cidade não é uma excentricidade na obra do artista. Pelo contrário. É matéria-prima, tarefa que aguça os sentidos e se transforma em insumo indispensável para um trabalho que é essencialmente visceral.

 

“A memória borra a realidade. Não sou um cara que pega o tripé, um cavalete e pinto as coisas como elas de fato são. Esse processo de borro da memória é muito importante pra mim. Vou pegando os arquétipos, as coisas que estão flutuando pela cidade dentro desses acúmulos, dessa grande colcha de retalhos que são as cidades brasileiras com a espontaneidade dos seus urbanismos. Cada casa é de um jeito. Cada janela é de um jeito, o portão de outro. Vai ficando um grande caldeirão de referências. E o brasileiro é um pouco isso na sua forma de se expressar”.

Do mundo para a Zona Norte

 

Nascido em São Paulo, Guilherme Kramer traz desde a infância o desenho como principal forma de expressão, e hoje dedica-se às técnicas de pintura, cerâmica, mosaico, vitral e performance. Já realizou exposições individuais e coletivas em diferentes cidades do Brasil e do mundo, como Barcelona, Lisboa, Roma, Bogotá, Berna, Açores, Paris, Xangai e Hong Kong. Em Minas Gerais, Juiz de Fora será sua segunda experiência. A primeira foi na capital.

 

“Estive em Belo Horizonte, em 2016, em um projeto interessante para um editorial da Revista Ernesto. Era um prédio desocupado no Centro e fizemos a intervenção artística de um andar inteiro. Eu adorei estar em Minas, pintar em Minas, vivenciar a cidade. Foi maravilhoso. Fiquei impressionando com a generosidade do mineiro”, explica. Em suas mais recentes incursões, Kramer conta com muita paixão da experiência vivida em setembro do ano em que a História não conseguirá esquecer.

 

“Tive uma experiência muito profunda na penitenciária feminina de Pedrinhas. Estar em São Luiz do Maranhão, pintando em plena pandemia, evidenciou o exercício terapêutico que a arte promove. Durante o trabalho, uma das internas disse: ‘você me pinta?’ Lógico, respondi. Tenho muito cuidado e respeito com todas as pessoas. Procurei a coordenadora e falei: vamos fazer um exercício de retratos aqui. Daí começou e foi uma festa”, explica.

 

“Todas queriam ser pintadas e comentavam sobre a imagem. Elas, no entanto, não se viam no retrato, mas as amigas diziam: ‘é você’. Fiquei intrigado, até que a coordenadora explicou: Guilherme, aqui não tem espelho. Muitas mulheres não se veem há dez, 15 anos. Quase caí para trás ao perceber o sentindo tão maior. Pensei em um retrato como espelho e isso foi muito impactante”.

 

O respirar profundo na pandemia

 

O deslumbramento com as possibilidades do humano é a marca registrada na obra de Kramer, que é formado em Comunicação Social e estudou Artes Aplicadas ao Muro, na Escola Massana de Barcelona. No Museu Lasar Segall, em São Paulo, aperfeiçoou técnicas de litografia, xilogravura e metal.

 

“Meu trabalho tem como fio condutor o caminhar como prática artística. Caminho pelas ruas para transformar lugares e seus significados, pois acredito que perder-se é confrontar-se com outras realidades, adquirindo outros estados de consciência. Isso transforma paisagens. E eu permito que o espaço me domine, para que então eu crie novos pontos de referência. Ao desbravar a cidade e suas margens, no grande labirinto de suas periferias, encontro personagens que vivem normas e vidas próprias, que mudam constantemente a cada esquina”, revela o artista em seu manifesto.

 

“Neste processo, o subconsciente é o protagonista. Busco meu estado contraditório: real e irreal, caótico e ordenado, mundo interior e exterior, a loucura e a cura. A partir dessa investigação e reflexão durante o percurso pelo desconhecido, surge uma rede de nervos, veias, galhos, raízes, asas, texturas, pelagens, olhos, bocas, expressões e sons que compões meus desenhos.”

 

Em tempos de pandemia, esse fazer artístico deixa eclodir o caráter revolucionário da arte em si. “Nossa vida ficou um pouco mais árida. Pintar na rua e fazer intervenção artística é incrível, porque como está tudo muito duro, muito acrílico – só a máscara já é um empecilho à expressão -, a arte se mostra viva. É um acontecimento que muda o dia a dia e cria novas referências”, observa Guilherme.

 

“A gente deixou de se encontrar, a espontaneidade foi perdida. Tudo está muito encaixotado, cada um no seu quadrado dentro do Zoom. Trazer para a rua o encontro, o coletivo, o rosto também é estar conectado. Meu trabalho tem essa questão cartográfica. Olhados de cima, os rostos podem ser ruas, avenidas, bairros, países. Então é isso o que vamos fazer em Juiz de Fora. Construir com pessoas essa rede de relacionamentos”, finaliza o artista que calcula oito dias de intensas atividades para concluir o mural do Moinho.

 

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Início: 20 de abril

Local: Moinho – Av. Juscelino Kubitschek, 900 – Bairro Francisco Bernardino

Contato: Carmen Calheiros – Gestão da Marca e Comunicação do Moinho – (32) 99195-2191

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O Moinho

 

O Moinho é um moderno minicentro urbano, um ecossistema integrado para atender as necessidades da Zona Norte por Saúde, Educação, Moradia, Comércio e Empreendedorismo, projetando a cidade e a região para um futuro melhor e mais sustentável. O empreendimento ocupa uma área de 33 mil metros quadrados de área construída e marca o retrofit em um dos mais simbólicos equipamentos urbanos da Zona Norte e da cidade: o antigo Moinho Vera Cruz – desativado desde o início dos anos 2000.

 

O Moinho abrigará um HUB de Empreendedorismo e, por meio de parcerias estratégicas e associação com empresas, Fundos de Investimento e Aceleradoras vai estimular o ecossistema local promovendo o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável dos negócios que impactam positivamente e melhoram a qualidade de vida das pessoas.

OBRAS DE GUILHERME KRAMER

https://www.guilhermekramer.com/BIO

Artistas visuais da cidade abrem espaços para a arte urbana no Moinho

A arte transforma pessoas e ambientes, muda o jeito de olhar, de sentir e de pensar. Por isso, o Moinho convidou artistas visuais de Juiz de Fora para preencher, com arte, alguns de seus espaços, oferecendo novos estímulos e perspectivas aos atuais e futuros frequentadores do empreendimento, na Zona Norte.

 

Com curadoria de Pedro Carcereri e produção de Mariana Martins, a pintura dos tapumes começou nesta semana e se estende até a próxima sexta-feira, dia 19 de dezembro. “Por acreditamos que a convivência transforma, estamos criando um ambiente favorável à presença e à convivência das pessoas, tornando o Moinho um lugar agradável e acolhedor, conectado com a cidade para oferecer boas e transformadoras experiências aos usuários. A arte contribui muito para isso. Arte é inclusão. Precisamos trocar armas por cultura”, destaca Ricardo Podval, CEO do Moinho.

 

Participam da produção, os artistas Josimar Freire, Nathalia Medina, Gabi Lemos e Dalton Carvalho. “Com uma linguagem e estilo próprios, o objetivo de mesclar os trabalhos desses artistas foi desenvolver uma obra alinhada com o propósito do Moinho de ser esse espaço múltiplo, diverso, de interação, inclusão e reforço da identidade, indo além do espaço geográfico”, argumenta o curador Pedro Carcieiri.

 

Processo criativo coletivo

Depois de um mergulho na identidade do Moinho e uma série de visitas, os artistas se reuniram para criar coletivamente o projeto. “O desafio que fiz aos artistas foi transformar a pintura dos tapumes numa experiência colaborativa, bem alinhada com a cultura do Moinho, na qual o protagonismo está na construção coletiva”, acrescenta Carmen Calheiros, Executiva de Comunicação do Moinho.

 

O Moinho

O Moinho é um moderno mini centro urbano, um ecossistema integrado para atender as necessidades da Zona Norte – Saúde, Educação, Moradia, Comércio e Empreendedorismo – projetando a região e a cidade para um futuro melhor, mais sustentável. O empreendimento, de 33 mil m2 de área construída, é resultante do retrofit e da adaptação das instalações do antigo Moinho Vera Cruz, inaugurado em 1958 e desativado no início dos anos 2000. O retrofit permitiu um aproveitamento de mais de 80% da estrutura. Como propósito, o Moinho é um empreendimento destinado à transformação de ideias, de pessoas, de comportamentos e da cultura. Por meio do Moinho Lab, pretende estimular o empreendedorismo e multiplicar o conhecimento, fazendo as conexões para construir uma rede sólida de suporte e capacitação, nos meios físico e digital, para que problemas, soluções e estratégias sejam pensadas coletivamente, de forma estruturada, organizada e colaborativa, entre os diversos atores do ecossistema. Saiba mais em: www.nossomoinho.com

 

 

Mais informações:

Carmen Calheiros

(32) 99195-2191

Por que as obras do Moinho continuam? Porque a solidariedade não pode parar

Construção do Moinho

Estamos trabalhando para deixar nosso espaço físico preparado para que o Moinho possa funcionar como centro de apoio, sobretudo para os moradores da Zona Norte, nas ações de emergência no enfrentamento ao novo coronavírus.
Para proteger os trabalhadores próprios e de empresas terceiras, várias iniciativas estão sendo tomadas. Entre elas: liberação remunerada dos profissionais com mais de 60 anos e dos que compõem os grupos de risco para que fiquem em casa; empresas e seus empregados têm o direito de não trabalhar – sem necessidade de justificativa; reforço nas medidas de proteção individual como o uso de máscara; desinfecção e sanitização frequente, utilizando pulverizadores, das áreas comuns como vestiários, banheiros, refeitório e dos equipamentos e ferramentas; instalação de novas estruturas para a higienização das mãos, em vários pontos da obra; medição da temperatura corporal no início da jornada e exigência para que o colaborador que apresente qualquer sintoma de gripe fique em casa.

 

Entendemos que o Lugar da Vida Coletiva precisa ser, neste momento, o Lugar da Vida Solidária. Por isso, aplaudimos nossos trabalhadores que, tais como os profissionais da saúde e da segurança, estão entendendo a necessidade de dar a sua contribuição para minimizar os efeitos desta pandemia em nossa cidade.

O Moinho é eleito a obra do ano

Construção do Moinho

Uma obra impactante não apenas pela grandiosidade – são aproximadamente 30 mil m2 de área construída – mas, principalmente, pelos elevados padrões de sustentabilidade na preservação da memória de um prédio simbólico para a cidade, que já foi o mais alto de Juiz de Fora e ainda se mantém como a construção mais elevada da Zona Norte. “Este trabalho é muito diferente ao que se vê usualmente, até mesmo no Brasil, porque são poucas iniciativas com tanto nível de arrojo”, explica o engenheiro responsável pela obra do Moinho, Sérgio Ramos Costa.

 

Eleito como a Obra do Ano pelo Clube de Engenharia, o empreendimento imobiliário que será entregue à cidade, em fases, sendo a primeira no primeiro semestre de 2020, está em ritmo acelerado de construção, após dois anos de intensos estudos de viabilidade técnica, econômica e de projetos. Concebido sob quatro eixos temáticos – Saúde, Educação, Moradia e Comércio, o Moinho será um moderno centro urbano com foco no compartilhamento de espaços, ideias e propósito. Somos mais que um shopping, somos o lugar da vida coletiva. Nosso objetivo é promover e fortalecer a convivência, como instância transformadora das relações humanas, oferecendo ambientes que inspirem a inovação e despertem a criatividade. “É um projeto fascinante e estou muito orgulhoso em fazer parte. Trabalho em construção de empreendimentos comerciais no Brasil há mais de 20 anos, mas não havia feito nada parecido. A Skylab, responsável pela arquitetura, foi muito feliz na proposta aperfeiçoada com o trabalho de Place Branding e de Experiência do Usuário, envolvendo a comunidade e especialistas, conduzido por consultorias de São Paulo, para dar significado ao arrojado propósito inicial concebido pelos empreendedores ”, observa o engenheiro.

 

O maior desafio para a engenharia tem sido mudar radicalmente a vocação estrutural do imóvel, construído em 1958, com características e necessidades específicas da indústria do trigo, em um espaço de convivência tão complexo. Um dos dois grandes silos de armazenagem de grãos de trigo, por exemplo, tem 50m de altura, com parte interna oca de 40m onde estão sendo construídos 14 andares em concreto, dos 18 andares que integram o prédio dedicado à moradia. “Foram necessários muitos estudos de reformas estruturais, de modelagens e análises espaciais, para passar de um modelo de operação para outro. Tudo na obra é surpreendente. Muito trabalho para adequar a estrutura existente à nova ocupação”, ressalta Sérgio, ao destacar que as máquinas especiais para abrir os vãos de concreto precisaram vir de São Paulo, por exemplo. Ancorada no uso do retrofit, processo de engenharia surgido na Europa e nos Estados Unidos que significa “colocar o antigo em forma”, a obra do Moinho que emprega mais de 300 trabalhadores, de fato, já é marco para a construção civil de Juiz de Fora. “Essa nova técnica tem um ganho ambiental espetacular ao deixar de demolir algo para se construir algo novo. Gasta-se menos material e muito menos entulho é gerado”, observa o engenheiro. Tão arrojada quanto a construção será a ocupação do Moinho: salas, lojas, consultórios compartilhados, espaços coletivos de convivência e um centro de inovação dedicado ao empreendedorismo de impacto social. “É um empreendimento de muita visão de futuro, com respeito à vida, à história, às pessoas e ao planeta”, destaca Sérgio. De fato, o prédio do antigo Moinho Vera Cruz manterá sua vocação à transformação. Agora não mais do trigo, mas de pessoas como protagonistas para a construção de um futuro melhor.