BD, Chico Rei e Inter Construtora abrem primeira edição do Seminário Diálogos de ESG

Juiz de Fora cria fórum empresarial para disseminar e fomentar adoção de práticas ambientais, sociais e de governançaBD, Inter Construtora e Chico Rei são as empresas que participam, no próximo dia 19 de outubro, às 19h30, do primeiro “Seminário Diálogos de ESG”, para disseminação de boas práticas ambientais, sociais e de governança, organizado pelo Fórum ESG de Juiz de Fora. Com a participação de mais de 40 empresas e organizações de diferentes setores e portes, o Fórum é uma iniciativa do Moinho, para estimular a discussão e disseminar o conceito cunhado, em 2004, na publicação “Who Cares Wins” do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial, e que está intrinsicamente atrelado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).   

 

Em sua apresentação, a Chico Rei vai abordar a experiência de trabalho com detentos da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, no bairro Linhares. A empresa montou, em 2020, uma célula de produção dentro do presídio, para oferecer oportunidade de ressocialização, favorecendo o desenvolvimento da autoestima e de outros sentimentos que ficam comprometidos pela situação de cárcere. A iniciativa será apresentada pelo Diretor de Sustentabilidade, Lucas Carnicelli. 

 

Já a BD leva para compartilhar, durante o evento, sua experiência na adoção de práticas que geram menos impacto ambiental, a partir da crescente conscientização sobre responsabilidade e melhor administração. O especialista ambiental, Joailton Menini, contará uma história de final feliz que poderia ter sido triste não fossem as intervenções marcadas pela resiliência e pela persistência na busca pela excelência. 

 

Assessora de Comunicação e Marketing da Inter Construtora, Carla Duailibi apresentará o projeto “Conhecer para proteger”, que marcou a campanha interna realizada no Dia Mundial do Meio Ambiente em 5 de junho. A empresa convidou os futuros moradores do seu empreendimento Upside Club, em construção no bairro Cascatinha, para um café da manhã com roda de conversa e visita à área de proteção ambiental que integra o condomínio. 

 

Além da edição do próximo dia 19 do “Seminário Diálogos de ESG”, estão programadas outras três entre os meses de novembro e janeiro de 2023. Podem participar todas as empresas que integram o Fórum ESG de Juiz de Fora, mediante inscrição prévia junto ao Grupo de Trabalho (GT) de Comunicação. Os encontros serão realizados no auditório do Moinho e cada empresa terá 30 minutos para apresentar o case – sendo 20 minutos para exposição e 10 minutos para responder perguntas da plateia.  

 

SAIBA MAIS 

Juiz de Fora cria fórum empresarial para disseminar e fomentar adoção de práticas ambientais, sociais e de governança   

Moinho realiza evento “Cuidar de quem cuida” dedicado a profissionais de RH

Cuidar de quem cuidaNo próximo dia 20 de outubro, às 14h, o Moinho realiza a primeira edição do evento “Cuidar de quem Cuida”. Uma iniciativa especialmente idealizada para conectar profissionais da área de Recursos Humanos (RH) das empresas, a fim de compartilhar experiências e vivências, em um ambiente que estimula a inspiração. A pandemia de Covid-19 acelerou mudanças profundas no mundo do trabalho, evidenciando a importância do RH como agente fundamental nesta transformação. Por isso, a coach de carreira, trainer de soft skills, professora e palestrante, Luana Lourençon, é a convidada especial para esse encontro de acolhida e atualização de práticas organizacionais.

 

“O RH é a área que lida com profissionais engajados e desengajados. Equilibra os pratinhos quando a alta liderança diz uma coisa e faz outra. Resolve tudo a toque de caixa quando os projetos saem do papel. Cuida do pagamento, do benefício, do treinamento, da comunicação. Negocia com o sindicato e, mesmo assim, acaba sendo o muro das lamentações. Mas conseguimos virar esse jogo com mudança de crenças. Esqueça aquela história de fazer o que depende de você. Isso é uma desculpa tranquilizadora que faz com que se coloque na posição de coadjuvante. Mudança de comportamento gera mudança de comportamento”, explica Luana.

 

Gestor de Comunidade do Moinho, André Noronha acredita que o evento é uma ótima oportunidade para os profissionais de RH ampliarem seu repertório, compartilharem conhecimento e bons momentos juntos. E, claro, um happy hour para fortalecer as conexões e incentivar o networking. “Cuidar de quem cuida é um evento que tem o objetivo de promover o compartilhamento de experiências positivas, momentos de conexões, conteúdo sobre autocuidado para profissionais que sempre estão olhando para o bem-estar dos colaboradores das empresas”, observa André.

 

Os profissionais convidados para o evento serão recepcionados às 14h com uma visita guiada às instalações do Moinho. Em seguida, haverá o bate-papo com a especialista Luana Lourençon. Para fechar a programação, às 16h30, um happy hour, para favorecer ainda mais as trocas e estimular novas conexões.

Grupo Glicose e Léo Hênry são as novas atrações da Resenha no Moinho

Evento conta ainda com recreação infantil, gastronomia variada e double de chopp 

 

A Resenha do Moinho, o mais novo projeto do Circuito Moinho, que reúne eventos culturais, artísticos e esportivos oferecidos gratuitamente, segue agitando a Zona Norte neste finde. Nesta sexta, dia 14, a animação fica por conta do Grupo Glicose e, no sábado, dia 15, é o cantor Léo Hênry que vai comandar a festa.  

 

Na estrada há 28 anos, o Grupo Glicose tem repertório variado com pagode e o que chamam de samba retrô. “Cantamos versões de várias músicas em ritmo de samba e de pagode. E tem as atuais que não podemos deixar de tocar de grandes artistas que estão estourados no Brasil. Então, tudo está muito bem preparado para chegarmos com muita energia ao Moinho”, revela o baterista, Leandro, mais conhecido como Lelê.  

 

Para quem curte roda de samba regada a chopp gelado, a Resenha não pode ser melhor pedida. Entre 19h e 20h, o Braseto e o Mister Chopp oferecem o “double de chopp: comprou um leva outro de graça. “O público pode esperar só energia boa. Quem trabalhou durante a semana aproveita para tomar um chopp com a gente e iniciar bem o finde”, avisa Lelê.  

 

No sábado, a alegria segue dando o tom e ditando o ritmo. O cantor Léo Hênry também está animadíssimo para sua estreia na Resenha. “Estou preparando um repertório com uma variação entre MPB, pop, rock e rock nacionais, buscando os grandes sucessos. Vamos recordar aquelas canções que arrancam emoção do nosso peito, que nos fazem reviver momentos e lembranças para a energia e o astral ficarem lá em cima”, diz. 

 

Além da apresentação do artista voltada para o público adulto, as crianças poderão se divertir com recreação da Tia Tatá e muitas brincadeiras, além de pula-pula e pintura no rosto, a partir de 14h. 

 

Confira a programação da Resenha em outubro: 

14/10 – Glicose   

15/10 – Léo Hênry  

21/10 – Roda do Crespo  

22/10 – Carol Ferreira  

29/10 – Mari Winter 

Escola de Música Dubdogz abre novas turma e oferece aulas de DJ e violão

Dubdogz inaugura escola de música no Moinho para crianças e adolescentes da Zona NorteA Escola de Música Dubdogz está com vagas abertas para cursos gratuitos de violão e DJ, sendo 8 para o primeiro e 10 vagas para o segundo. Alunos de 12 a 17 anos matriculados na rede pública de ensino podem se inscrever através deste formulário e comparecer no dia e horário das aulas. 

 

São considerados como critérios prioritários para a seleção, o fato do candidato estar matriculado em escola pública, ter frequência regular e demonstrar interesse em participar da formação As aulas são ministradas no Moinho, às segundas, das 14h às 16h (aulas de DJ), e às terças, das 15h às 16h (aulas de violão). 

 

A Escola de Música Dubdogz é mantida por meio de doação do Dubdogz – dupla de DJs formada pelos irmãos gêmeos Marcos Ruback Schmidt e Lucas Ruback Schmidt. “Nosso objetivo é ajudar na inclusão social, ampliar o acesso à música e incentivar a cultura. Esse é o nosso propósito”, afirma Lucas Schmidt. 

 

As atividades no Moinho começaram em setembro passado e já beneficia adolescentes com aulas de canto coral e de flauta. Com o objetivo de democratizar o acesso à música, incentivar a formação de músicos e promover o resgate da cidadania, a escola visa desenvolver talentos e proporcionar mais inclusão de crianças e adolescentes que têm pouco ou nenhum acesso a atividades musicais.  

 

A oferta de aulas de DJ é uma realização de um desejo antigo dos irmãos. “Sempre sonhamos em dar aulas de DJ, desde quando pensamos em abrir a escola e, claro, de violão também – um instrumento muito importante pra termos na escola. Fizemos agora a compra dos violões e esperamos que seja um sucesso”, revela Marcos.  

 

Com metodologia pedagógico-musical de educadores como Dalcroze, Kodály, Suzuki, entre outros, a escola conta com a coordenação pedagógica da maestrina e mestre em Musicologia, Patrícia Guimarães. Para as oficinas de atividades musicais e canto, conta com a contribuição de professores renomados com prática didática para o acompanhamento dos alunos.   

Além das novas turmas de DJ e violão, as aulas de coral também estão com vagas disponíveis. Interessados devem comparecer na segunda-feira, às 9h30.

Confira os selecionados da VI Feirinha de Negócios Locais


Confira o resultado do processo de seleção do Projeto Feirinha, uma iniciativa do Moinho em parceria com a Enactus. Foram selecionados 20 pequenos e microempreendedores para participarem como expositores do evento que será realizado dia 15 de outubro de 2022.

 

Confira o nome dos selecionados:

Maria Adriana Martins de Almeida – Rústico Empório Artesanal. @rustico.emporioartesanal
Patrícia Loures de Castro Reis – Chica de Minas. @chicasdeminas
Amanda Sousa Bittar – Sabor de Céu Doceria. @sabordeceudoceria_
Alessandro Ribeiro Vaz – Imperial Aromas. @imperialaromas
Silvania Gonsalves de jesus – DoSis churros Espanhol. @dosis_atelie_segredoces
Beatriz Cristiny Mendes Pereira – Amorato Brownie. @amoratojf
Michel Navarro dos Reis Vitalino – Fogaceiros, Fogaça Artesanal. @fogaceiros
Roberta Paulina Tertolino da Silva – Atelier RaRo. @robertatertolino
Carolina Monaquezi – Poá Costura Criativa. @poacosturacriativa
Ana Paula Vitorino da Silva – Bast’ana art bordado em bastidor. @bastanaart
Michelle salgado Peixoto – MonPetit Confeitaria Artesanal. @monpetit_confeitaria
Rose Alves Rose Alves –  Feito a mão. @rosealvesfeitoa
Renata Priscila Silva de brito – Sabores da Renata. @saboresdarenata
Pablo Rafael Teixeira Mattos – Lanchonete Estação do Suco. @estacaodosuco317
Aline de Oliveira Fernandes – Ateliê Lindezas da Lili. @atelielindezasdalili
Luciana Schroder – Magia do Gin. @magiadogin
Barbara de Freitas Leonardo – Griffe Kids. @griffekids_jf
Lucas Rômulo – Dosh Donuts. @doshdonuts
Mariana de Oliveira Aarestrup – MOA Acessórios. moa.acessoriosjf
Michele Soares Henriques – Yogano Cosméticos Veganos. @yogano_cosmeticosveganos

Fachada de vidro reduzirá custo com energia elétrica em 20% no Moinho

Leo, Kamila e Oriel Até abril de 2023, o novo prédio construído em anexo ao da Moradia, no complexo do Moinho, será revestido com pele de vidro prata que, além da beleza estética, apresenta eficiência energética, reduzindo em 20% o uso de ar-condicionado nos andares, ao bloquear a entrada de luz e calor. Com 12 pavimentos, o prédio destinará nove deles para locações comerciais e três para ocupação residencial. 

 

“Estamos com as obras civis bem adiantadas e previsão de finalização em janeiro de 2023. Aí teremos a instalação da pele de vidro, que deve ser finalizada até abril do próximo ano. Essa obra foi pensada e será executada com um conceito bem moderno. É um vidro prata refletivo. Quem olhar a fachada do Moinho perceberá a história do antigo silo de concreto, mas também verá esse toque de modernidade como nas grandes capitais brasileiras e no mundo”, explica o engenheiro Leonardo Franco.  

 

“Fico feliz em participar, não só por conta da obra em si, mas por aprender muito com o retrofit de um projeto complexo. Tudo requer muito cuidado e estudo. E as variáveis comerciais nos impõem também questões de adaptação”, observa Leonardo. “Além disso, tudo o que o Moinho representa para a cidade com o objetivo melhorar o ambiente de negócios, de apoiar as pessoas e empresas, no desenvolvimento social e no empreendedorismo, me motiva muito”, acrescenta o engenheiro.  

 

O analista de projetos, Oriel Almeida, compartilha a mesma opinião. “Poder ver e participar dessa transformação do Moinho é extremamente gratificante, além de gerar um know how profissional diferenciado por se tratar de um retrofit complexo”, diz. Auxiliar de engenharia, Kamila Neto também não esconde o orgulho em fazer parte do time. “O Moinho é um empreendimento incrível, não só pela estética, mas também pelo conceito, impulsionando a inovação por ser um espaço de convivência diferenciado, inspirador e aconchegante”, aposta Kamila.   

Transformando sonhos em doces e muito mais

ENTREVISTA – Rafa Moreno Ela esteve no Moinho para ministrar a Oficina de Geração de Renda e compartilhar com um grupo de mais de 20 pessoas o que mais gosta de fazer: doces e bolos. Empreendedora desde 2014, mais precisamente desde o jogo da final da Copa do Mundo de futebol, Rafa Moreno trocou o emprego formal pela possibilidade de unir prazer e flexibilidade. Nesta entrevista, ela conta como essa história começou e como a experiência de passar seus conhecimentos para outros despertou um potencial que ela nem mesmo sabia que tinha.  

 

Moinho – Você trocou o emprego formal pelo universo do empreendedorismo. O que motivou a sua escolha?  

 

Rafa – Foram duas coisas. A primeira, o amor pela confeitaria que foi só crescendo e crescendo e eu queria fazer aquilo para o resto da minha vida. A segunda,  foi a possibilidade de ter um horário flexível, de ficar mais com a minha filha. Isso me fez tomar a decisão final.  

 

De onde veio o interesse em fabricar bolos e doces?  

 

-O interesse caiu no meu colo de paraquedas. Na verdade, eu sempre gostei muito de cozinhar, de me aventurar na cozinha. Mas, no final da Copa do Mundo de 2014, era aniversário do meu irmão. E a gente tinha esquecido de encomendar um bolo. Íamos fazer um churrasco. E aí eu falei: deixa que vou fazer esse bolo. Pesquisei no Google, fiz o bolo e todo mundo amou. Daí, amigos e amigo de amigos começaram a fazer pedidos e isso foi despertando em mim esse lado de confeiteira mesmo, de querer aprender mais. Queria fazer diferente. Como no início eu fazia para amigos, foi tudo no amor. Isso foi crescendo e eu nunca mais parei. Tudo começou no dia 13 de julho de 2014, que foi o primeiro bolo que eu fiz, recheado, confeitado e deu tudo certo, graças a Deus. 

 

ENTREVISTA – Rafa Moreno Qual é o maior desafio e a maior vantagem em ser empreendedora? 

 

– Meu maior desafio no empreendedorismo é gerir o negócio, fazer o planejamento, fazer cursos, precificar e divulgar meu trabalho. Gosto muito de ir para cozinha, de produzir, criar e embalar meus doces, mas tenho um pouco de dificuldade na parte da gestão. A maior vantagem para mim é o horário flexível e meu amor mesmo pelo que faço. Isso que me move, sabe? 

 

A oficina do Moinho foi a sua primeira experiência. O que mais te marcou?  

 

– A oficina do Moinho despertou em mim algo que nunca poderia imaginar. Eu cheguei muito nervosa, porque nunca tinha dado curso antes. Na verdade, eu mesma fiz poucos cursos. Aprendi mais no dia a dia, na pesquisa e na leitura. Fiquei ensaiando em casa. Fiz o roteiro e, mesmo assim, cheguei bem nervosa. Mas depois dos cinco primeiros minutos, o nervoso passou e eu já me sentia em casa. Eu amei a experiência. Ela despertou um lado em mim que eu realmente não sabia que tinha, que é o de ensinar. Me marcou muito. Vi o interesse das alunas e percebi que quem estava ali queria realmente aprender, estava interessada. Eram pessoas que não estavam ali por acaso. Esse interesse e essa troca de carinhos e experiências me marcaram muito. Tinha gente que já fazia alguma coisa na confeitaria ou então estava em busca de se aprimorar, de aprender mais. Fiquei muito satisfeita com essa experiência incrível. Espero que tenha próximas vezes, se Deus quiser. 

 

Como você imagina seu negócio daqui a 10 anos?   

 

– Eu nunca tinha parado para pensar, para planejar isso, por incrível que pareça. Mas pensando nisso agora, tenho muita vontade de ter um atelier, porque hoje eu trabalho em casa e quero ter meu espaço. Pretendo crescer, pretendo ter funcionários. Quem sabe, no máximo, daqui a dez anos a gente dá essa alavancada? Para mim é um passo muito grande, então terá que ser para o futuro mesmo.  

Projeto com adolescentes de escolas da Zona Norte busca soluções para a Educação e a Saúde

ManifestaNão foram só os olhares atentos e curiosos de alunos da Escola Municipal Engenheiro André Rebouças, na Zona Norte de Juiz de Fora, que impressionaram, mas sobretudo o entusiasmo em falar sobre o projeto de inovação social que participam, desenvolvido pelo Moinho em parceria com o coletivo Manifesta. Organizados em grupo, 15 adolescentes, entre 12 e 16 anos, estão sendo estimulados a refletir sobre Educação e a criar soluções a partir da identificação de problemas que vivenciam no dia a dia, por meio de visão crítica da realidade.  

 

“Participar desse projeto está sendo da hora. Estou aprendendo a confiar mais nas pessoas”, diz a aluna Mariana Toretti, de 14 anos, ao resumir sua experiência na Jornada de Desenvolvimento de Jovens, coordenada pelo Manifesta. O projeto é uma das ações do primeiro Festival de Inovação Social de Juiz de Fora, fruto de parceria entre o Moinho e a Prefeitura de Juiz de Fora, que será realizado nos dias 3 e 4 de novembro. Ao todo, são 30 alunos do oitavo e do nono anos do Ensino Fundamental envolvidos na experiência, sendo 15 da Escola Municipal Engenheiro André Rebouças, que estão focados em soluções para a Educação, e outros 15 da Escola Municipal Antônio Carlos Fagundes que discutem propostas para a Saúde.  

 

Feliz por ter encontrado, por meio da jornada, um espaço de acolhimento para manifestar suas opiniões, a aluna Camille Vitória, de 12 anos, é exemplo da confiança que a iniciativa busca despertar entre os integrantes do grupo. Afinal, ela é a base para que os adolescentes possam se expressar com mais liberdade e, assim, alcançarem respostas para os desafios da Educação que vivem no ambiente escolar. A experiência da aluna Yasmin Ferreira, de 14 anos, também reforça a importância do acolhimento e da identificação com pessoas que compartilham da mesma opinião. No trabalho em grupo proposto pelo Manifesta, ela se sente cada vez mais confortável para falar sobre suas próprias vivências. 

 

Facilitadora do coletivo, Beatriz Galil explica que esta é justamente a proposta pedagógica do projeto que coloca os alunos no centro do processo de aprendizagem. Isso significa incluí-los na identificação e na solução de problemas, trazendo a aplicação para sua realidade. “Princípios e metodologias proporcionam um ambiente de aprendizado onde eles se sentem parte e protagonistas do seu caminho”, observa.  

 

Prova do resultado prático da proposta também está no depoimento do aluno Luiz Felipe Ferreira, de 16 anos. “Estou aprendendo a ouvir e ser ouvido, a entender o sentimento de outras pessoas. Fico feliz em saber como me comportar no mundo e também a entender como é o mundo lá fora, que é maravilhoso”, diz. “Toda essa jornada tem como pano de fundo o desenvolvimento e o espaço de reflexão para o aluno, onde ele pode se apropriar, de fato, desses mecanismos críticos”, acrescenta o cofundador do Manifesta, Marcos Pereira. Iniciado em agosto, o projeto tem duração de três meses. São dois encontros presenciais por mês com os alunos de cada escola, totalizando doze encontros. 

 

Iniciativa chega na hora mais propícia 

 

As soluções encontradas pelos grupos de alunos das duas escolas municipais, assim como o caminho que fizeram para chegar até elas, serão apresentadas durante o Festival de Inovação Social.  Para a diretora da Escola Municipal Engenheiro André Rebouças, Adriana Pires, o momento não poderia ser mais adequado para a oferta da jornada de desenvolvimento na escola. 

 

“A ação do grupo chegou em um momento muito importante, em que estamos observando entre os adolescentes dificuldades de convivência. A metodologia faz com que se sintam muito à vontade para expor questões que os afligem e a refletirem sobre seu comportamento. Está sendo muito importante pra escola recebê-los aqui, com esse apoio, de uma forma tão jovem, comprometida e responsável”, avalia.  

 

“Estou achando divertido e legal. Poder expressar o que a gente pensa e sentir que os outros estão concordando também é muito bom. A gente sente mais confiança nos professores. Sei que isso que a gente fala aqui eles não vão contar pra ninguém. Nossa opinião importa. Poucas vezes podemos falar pra alguém o que a gente realmente sente”, finaliza a aluna Camila Rosa Vianna, do alto de seus 12 anos de idade. 

 

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui. 

“Resenha” no Moinho chega para agitar os findes na Zona Norte

Os finais de semana na Zona Norte certamente ficarão muito mais animados a partir da sexta-feira, dia 7 de outubro, com o início da “Resenha”, o mais novo projeto cultural do Circuito Moinho, que reúne eventos culturais, artísticos e esportivos oferecidos gratuitamente. Desta vez, o samba e a MPB vão dominar a cena com apresentações de artistas locais consagrados no cenário musical com suas rodas de samba e voz e violão, sempre às sextas e aos sábados. 

 

Para abrir a programação da Resenha, ninguém menos do que a talentosa Sandra Portela que tem levado seu vozeirão para redutos sagrados do carnaval carioca e, por extensão, do berço do samba, marcando as sexta-feiras no Moinho como dia internacional do happy hour, com música boa, cerveja e chopp gelados, petiscos saborosos e um bate-papo pra lá de divertido entre amigos, a partir das 18h. 

 

Aos sábados, sempre à tarde, a Resenha será de diversão para toda a família. Além da apresentação de artistas da MPB sob o embalo de voz e violão, as crianças poderão se divertir com recreação da Tia Tatá recheada de muitas brincadeiras, pula-pula e pintura no rosto. Para começar, no dia 8 de outubro, quem se apresenta é Carol Tavares, com seu swing que encanta plateias há mais de 12 anos. No repertório, sucessos de Sandra de Sá, Cássia Eler e Tim Maia, dentre outros. 

 

“Acreditamos muito que essas vivências podem desenvolver o território e contribuir para um ambiente de paz e de prosperidade. Convidamos todos para curtir a Resenha, porque esse projeto só faz sentido se as pessoas estiverem conectadas com a gente”, acredita o Gestor de Comunidade do Moinho, André Noronha. 

 

Confira a programação da Resenha em outubro 

07/10 – Sandra Portela 

08/10 – Carol Tavares 

14/10 – Glicose  

15/10 – Léo Henry 

21/10 – Roda do Crespo 

22/10 – Carol Ferreira 

28/10 – Bloco Só Love

29/10 – Mari Winter 

Juiz de Fora cria fórum empresarial para disseminar e fomentar adoção de práticas ambientais, sociais e de governança

Iniciativa proposta pelo Moinho estimula o compartilhamento de boas práticas e a elaboração conjunta de projetos que contribuem para o alcance de metas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 

 

Juiz de Fora cria fórum empresarial para disseminar e fomentar adoção de práticas ambientais, sociais e de governançaMais de 40 empresas entre grandes, médios e pequenos negócios públicos e privados, além de organizações de apoio ao desenvolvimento regional estão participando do Fórum ESG de Juiz de Fora. Uma iniciativa liderada pelo Moinho que tem como objetivo fomentar a adoção de práticas ambientais, sociais e de governança capazes de estimular a disseminação do conceito cunhado, em 2004, na publicação “Who Cares Wins” do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial.  

 

Intrinsicamente relacionado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o movimento ESG – do inglês Environmental, Social and Governance - constitui uma jornada de transformação dos negócios, a fim de garantir uma sociedade mais inclusiva, ética e ambientalmente sustentável, a partir de estratégias empresariais que alinhem lucro, propósito e transparência. 

 

Sob metodologia da Fundação Dom Cabral (FDC), o Fórum, criado em julho deste ano, tem como propósito “estimular o interesse genuíno para catalisar mudanças com impacto social positivo para a região”. Até o final de setembro, representantes das organizações que compõem o Fórum ESG de Juiz de Fora, divididos em quatro Grupos de Trabalho (GT’s) apresentarão os primeiros projetos relacionados ao movimento que serão realizados coletivamente e implementados até fevereiro de 2023. 

 

CEO do Moinho, Rita Rodrigues observa que a importância do Fórum está na construção colegiada e compartilhada de práticas capazes de serem adotadas por empresas de diferentes portes. “Geralmente relacionado ao trabalho desenvolvido por grandes corporações, o movimento ESG precisa alcançar também os pequenos negócios que geram renda em torno de R$ 420 bilhões por ano, equivalente a quase um terço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro”, explica a CEO. 

 

Projetos alinhados com as prioridades da cidade 

 

Juiz de Fora cria fórum empresarial para disseminar e fomentar adoção de práticas ambientais, sociais e de governança Professora convidada da Fundação Dom Cabral, diretora da Legacy4Business Consultoria e Treinamento e responsável por conduzir os encontros do Fórum, Francine Póvoa observa que a meta é viabilizar a implantação de projetos ESG identificados com as prioridades de Juiz de Fora e região apontadas pelo Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades Brasil (IDSC-BR). 

 

Iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, o índice objetiva orientar a ação política de prefeitos e prefeitas, assim como definir referências e metas com base em indicadores, e facilitar o monitoramento dos ODS em nível local. “Há um índice para cada objetivo e outro para o conjunto dos 17 ODS, de modo que seja possível avaliar os progressos e desafios dos municípios brasileiros para o cumprimento da Agenda 2030, de modo geral, e para cada objetivo que ela estabelece, em particular”. 

 

De acordo com o indicador que monitora 5.570 municípios brasileiros, Juiz de Fora apresenta “grandes desafios” em dez ODS, “desafios significativos” em outros quatro e “desafios” em um. Por outro lado, a cidade já atingiu a meta em dois. São eles, Energias renováveis e acessíveis (ODS 7) e Indústria, inovação e infraestruturas (ODS 9). Esse panorama confere à cidade o total de 52 pontos em cem disponíveis e a posição 1.210 no ranking do IDSC-BR que é liderado pelo município de São Caetano do Sul (SP), com 65,62 pontos. 

 

Responsáveis pelo planejamento, execução e acompanhamento dos projetos de ESG que estarão alicerçados nas maiores demandas locais (ODS 1, 2, 3, 4, 5, 10, 11, 14, 15 e 16), os GT’S do Fórum ESG de Juiz de Fora estão divididos em quatro eixos estruturantes: Meio Ambiente, Social, Governança e Comunicação. A expectativa é grande para a apresentação das propostas que devem ser adotadas conjuntamente como contribuição prática para que a cidade se torne mais sustentável. 

 

O que pensam integrantes do Fórum 

 

“Participar do Fórum ESG de Juiz de Fora, representando a Nexa, tem sido, sem dúvida, uma oportunidade muito rica, muito inspiradora, para que a gente possa estar aqui, articulado em rede, pensando, discutindo, mas sobretudo tendo um momento propositivo de novas soluções, ações e atuações para colocar a pauta ambiental, social e de governança no nosso município como prioritária. Essa articulação em rede envolve instituições privadas, mas também sociedades do terceiro setor e pessoas que se auto representam como cidadãos. Acredito que se a gente quer construir um novo sistema cooperativo, a gente precisa desse laboratório, dessa experiência, dessa troca compartilhada para ir juntos endereçando essas pautas que são tão importantes para o desenvolvimento de nossa cidade”.  

 

Flaviane Soares 

Consultora de Gestão Social – Nexa 

 

 

“Fica a expectativa de que a gente consiga abordar temas sensíveis, estudar e ter o assunto sempre vivo na cabeça, mas principalmente agir. A gente pensar em coisas boas para a comunidade, para o meio ambiente e que mude a nossa mentalidade dentro das nossas empresas, dentro das casas, que a gente consiga mudar o nosso estilo de vida, mas também que, em conjunto, consiga fazer algo maior para Juiz de Fora”. 

 

Lucas Carnicelli 

Diretor de Sustentabilidade – Chico Rei 

 

 

Quando fui convidado a participar do fórum, a expectativa já estava bem alta, bem grande mesmo, por conta do assunto tão atual e sob o qual temos nos dedicado bastante. Já no primeiro encontro foi uma grata surpresa ver a quantidade enorme de empresas com o mesmo objetivo, e, agora, já temos nosso propósito que é uma diretriz. Vamos compartilhar esse conhecimento nas nossas empresas, bem como no nosso município, nas nossas vidas. Estou com a expectativa muito grande e totalmente empolgado com o fórum. Obrigado por fazer parte desse grupo. 

 

José Alfredo Brandão Costa   

Especialista de Relações institucionais – MRS Logística SA 

 

 

As expectativas quanto ao fórum são as melhores possíveis. Primeiramente, estamos honrados e felizes por poder fazer parte desse grupo, pela nossa marca ter sido lembrada e por contribuir de alguma forma para o desenvolvimento das atividades e para uma entrega para a comunidade, que é o propósito do fórum. As expectativas de produzir em conjunto, de entender melhor o cenário e a proposta do ESG são as melhores.  Participar nos enriquece pessoalmente, não só profissionalmente e não só como representante de uma marca. Têm sido muito bacana nossos encontros. No último, principalmente, quando a gente já formou os grupos. Estar mais próximo dos colegas e conhecer melhor a cada um, o trabalho de cada um, as visões e entender que têm muita afinidade. Um grupo com vontade de fazer, de experimentar, de colocar a mão na massa e realmente transformar. Tem sido uma experiência muito rica, muito motivadora mesmo. E pensar que daqui a quatro ou cinco meses, a gente vai ter um primeiro resultado consolidado para entregar é muito bacana. 

 

Claudia Gentile Fonseca 

Analista de Comunicação – ArcelorMittal 

 

Confira os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

 

1- Erradicação da pobreza 

2 – Fome zero e agricultura sustentável 

3 – Saúde e bem-estar 

4 – Educação de qualidade 

5 – Igualdade de gênero 

6 – Água potável e saneamento 

7 – Energia limpa e acessível 

8 – Trabalho decente e crescimento econômico 

9 – Indústria, inovação e infraestrutura 

10 – Redução das desigualdades 

11 – Cidades e comunidades sustentáveis 

12 – Consumo e produção responsáveis 

13 – Ação contra a mudança global do clima 

14 – Vida na água 

15 – Vida terrestre 

16 – Paz, justiça e instituições eficazes 

17 – Parcerias e meios de implementação