Moinho Zona Norte

No Moinho, Juiz de Fora ganha espaço inovador para eventos

4 de agosto de 2021 - 11H34

Um andar inteiramente projetado para estimular as conexões, o aprendizado, as trocas e a convivência criativa. Este é o Espaço Conectar – o quinto andar do Moinho – que marca a transversalidade entre os eixos – Saúde, Educação e Moradia. Sim. É um andar totalmente interligado que conecta todos os prédios. Quem acionar o 5º andar no botão do elevador mesmo estando no prédio dedicado à Saúde poderá acessar Educação e Moradia, que, no quinto, se transformam num amplo espaço para a realização de eventos empresariais e estudantis como congressos, workshops, hackatons, feiras, exposições e palestras. São 2.411 metros quadrados dedicados ao desenvolvimento e ao crescimento das pessoas e das empresas.

O auditório, por exemplo, construído em formato de arquibancada, permite configurações alternativas para que o público se sinta inspirado para novas descobertas e experiências de aprendizado e compartilhamento. A expectativa é a de que o espaço abrigue uma programação variada conforme a Política de ocupação definida para o Moinho que envolve uma pluralidade de formatos, públicos e temas destinados à Saúde e Bem-Estar, Educação, Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia, Meio Ambiente, ESG – (Environmental, Social and Governance – ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança), Agenda 2030 e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, Diversidade e Inclusão, entre outros. Como o espaço é bem descolado, o visitante escolhe se deseja descer até o palco pelos degraus ou no escorregador.

O auditório e suas áreas anexas também estarão disponíveis para locação para eventos de terceiros.

 5º andar, visão geral — Foto: Divulgação
5º andar, visão geral.

Uma experiência nas alturas

Você já sabe que o Moinho está fazendo um retrofit nas antigas instalações do Moinho Vera Cruz – dedicado à produção de derivados do trigo. Pois bem. O Moinho preservou dois silos de estocagem de grãos que vão servir para armazenar água de chuva – utilizada para a rega de jardins, lavagem de pisos e em descargas sanitárias. Um destes silos está justamente no quinto andar e tem capacidade para 170 metros cúbicos de água de chuva. Os visitantes não só poderão vê-lo em sua profundidade como também atravessá-lo. A passarela de vidro que cobre a estrutura de quase 10 metros de altura possibilita uma experiência que dá um friozinho na barriga, mas é muito seguro, feito em vidro temperado e laminado com espessura de 20 mm. Um lugar estimulante e altamente “instagramável”. O Espaço Conectar integra também o portifólio de produtos ofertados pelo Moinho LAB – o hub de inovação e impacto social do Moinho – às empresas e às startups residentes.

 Almofadas para uso no auditório que possui capacidade para até 200 pessoas. — Foto: Divulgação
Almofadas para uso no auditório que possui capacidade para até 200 pessoas.

Nossas almofadas têm história para contar

O upcycling não é um modismo, uma tendência, mas um jeito novo de consumir, conscientizar e remodelar a indústria de modo geral. Sua prática é um dos grandes exemplos da chamada economia circular, com o reaproveitamento de resíduos (que teriam como destino lixões e aterros sanitários) para a produção de novos e originais produtos. Foi sob essa perspectiva que o Moinho optou pelas almofadas feitas a partir do reaproveitamento de calças jeans usadas, para equipar o auditório com capacidade para até 200 pessoas.

Desenvolvidas pela UPCO, empresa sediada em Juiz de Fora, as 160 unidades adquiridas têm, além desta grande vantagem do ponto de vista ambiental (o enchimento também é 100% feito com resíduo da indústria têxtil), muita história para contar, a começar pela origem da matéria-prima. As calças jeans utilizadas na fabricação das almofadas foram compradas de instituições, como o Abrigo Santa Helena e o Grupo Semente, ou seja, geraram renda para organizações não governamentais que desenvolvem importante trabalho social junto a públicos que vivem em situação de vulnerabilidade.

Graças também à parceria com a UPCO, que o Moinho está contribuindo para a criação de um coletivo de costureiras no Bairro Dom Bosco por iniciativa da Associação dos Amigos (ABAN) e sob o intermédio da Prefeitura de Juiz de Fora. Parte da renda, inclusive, com a compra das almofadas, será destinada as costureiras que estão atuando na criação das peças. Um grupo já está recebendo treinamento oferecido gratuitamente pela equipe da UPCO em costura básica e conhecendo bem de perto as técnicas utilizadas em upcycling para decoração.

Sócia da UPCO, Miyuki Matsui considera fundamental a parceria com o Moinho, para se alcançar os resultados desejados com o projeto que impacta diretamente pessoas em situação de vulnerabilidade social. “O Moinho está alinhado com o nosso propósito e tem nos apoiado desde a época do UP Festival”, conta Miyuki, se referindo ao reality de moda sustentável organizado pela UPCO.

Além de apoiar a comunidade do bairro Dom Bosco, o projeto de upcycling traz inúmeras vantagens do ponto de vista ambiental. “A gente sabe o quanto o resíduo têxtil impacta o meio ambiente. Para nós é um lixo muito rico e a gente pode usar essa riqueza para transformar o modo de consumo, a vida das pessoas e preservar os recursos naturais”, explica a também sócia da UPCO, Aline Azevedo.

O projeto com a ABAN é uma oportunidade que está sendo acompanhada com muito entusiasmo pelo Moinho, em função do seu enorme potencial para ser replicado em outras regiões da cidade, oferecendo oportunidade de trabalho e geração de renda tanto para quem deseja aprender um novo ofício, quanto para quem já entende de costura e quer ampliar seus conhecimentos com o upcycling.

 Um longo balcão com espaço para as pessoas se acomodarem — Foto: Divulgação
Um longo balcão com espaço para as pessoas se acomodarem.

Espaço para a convivência

O Espaço Conectar é composto ainda por salas multiuso, em fase de execução, que estarão disponíveis também para locação e se somam à estrutura planejada para reuniões e eventos no Espaço Conectar. Há ainda uma cozinha ampla para a utilização como área de apoio e preparação para serviços de bufês como café, brunch e happy hour. Um longo balcão com espaço para as pessoas se acomodarem é um convite à permanência. Na área de descompressão, projetada para momentos de descontração, há duas mesas de pebolim, cercada por puffs e emoldurada por mais uma obra do artista Guilherme Kramer que traz a sua série “multidões” para dentro do ambiente.

Prepare-se para muitas sessões de fotos. Boas inspirações não vão faltar.

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