Moinho Zona Norte

Moinho projeta Juiz de Fora no ecossistema nacional de impacto

4 de agosto de 2021 - 10H45

Quando o executivo Ricardo Podval retornou ao Brasil, em 2017, após um longo período de trabalho na China, certamente não imaginava que, quatro anos depois, estaria em Juiz de Fora, à frente do empreendimento que coloca a cidade e a região no eixo do ecossistema de negócios de impacto socioambiental não apenas do Brasil, mas do mundo. Nada mal para um setor que, segundo a Global Impact Investing Network (GIIN), em sua publicação anual de 2020, já movimenta cerca de US$715 bilhões em investimentos e com enorme tendência de crescimento.

 

Fundador do CIVI-CO em São Paulo, hub que se tornou referência na América Latina ao estimular negócios de impacto social com sólidos resultados financeiros e, sem dúvida, contribuiu para que o estado paulista seja o maior concentrador do ecossistema empreendedor brasileiro, Ricardo é reconhecido internacionalmente.

 

Como palestrante requisitado pelo sucesso com o CIVI-CO, foi um dos primeiros a incutir na pauta dos executivos brasileiros o hoje badalado termo ESG (Environmental, Social, and Corporate Governance, em inglês) que diferencia os negócios com as melhores práticas ambientais, sociais e de governança no mundo. Não por menos, estima-se que a cultura ESG seja o foco de 85% dos conselhos de administração das empresas brasileiras muito em breve.

 

É com toda essa bagagem e como profundo conhecedor do universo que cerca os negócios de impacto social, seja pela inovação que promove, seja pela exponencialidade em resolver problemas que desafiam a humanidade, sobretudo os relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que Ricardo já contribui para movimentar a cena juiz-forana bem em meio a pandemia de Covid-19.

 

Quem teve a oportunidade de conhecê-lo sabe que o executivo, dinâmico, acolhedor e que adora provocar novas reflexões nas pessoas não brinca em serviço. Tanto que o Moinho já está na agenda do ecossistema de inovação da Europa, Estados Unidos e Israel, graças a sua variada rede de relacionamentos. O afinco em buscar toda essa projeção para Juiz de Fora está intimamente ligado ao objetivo que mais mexe com a emoção de Ricardo.

 

“A possibilidade de criar um projeto de empreendedorismo que pode ser replicável para cidades de até 1 milhão de habitantes é um enorme desafio. Promover essa mudança significa transformar todo um ecossistema e isso me encanta muito. Se o Moinho conseguir realizar essa transformação social, de modo a criar um modo de replicá-la para a grande maioria das cidades brasileiras, que possuem menos de 600 mil habitantes, através de investimentos em parcerias privadas que estimulem o empreendedorismo, a geração de renda, a diversidade e o capital humano será uma contribuição sem precedentes”, explica o CEO do Moinho.

 

Juiz de Fora: uma cidade ávida por inovação

 Com investimento total previsto de R$ 100 milhões, o Moinho nasce com a missão de catalisar e promover a transformação em uma cidade ávida por iniciativas inovadoras que impeçam a grande exportação de talentos formados em um fortíssimo ecossistema de educação.

 

“Encontrei uma cidade muito forte na área de educação e saúde, com uma grande capacidade de formação de pessoas. Porém, Juiz de Fora exporta muita gente boa pela falta de oportunidades locais. Há uma carência muito grande por inovação, criatividade em um ecossistema de empreendedorismo e de geração de renda, para que essas pessoas não sintam necessidade de sair da cidade, mas de empreender aqui”, afirma Ricardo Podval.

 

E motivos para acreditar que isso seja possível não faltam, afinal, o CEO explica que também encontrou na cidade muitos executivos e empresários dispostos a cocriar e a gerar essa transformação positiva, além do poder público e de instituições, como a Universidade Federal de |Juiz de Fora. “Tem muita gente interessada em gerar essa oportunidade em uma época extremamente latente com os problemas que a gente tem vivido com a pandemia, com o desemprego batendo recordes e com uma polarização muito forte no cenário”.

Ciente de que são as pessoas que promovem transformações que serão bastante necessárias, inclusive, no pôs-pandemia, “o Moinho se propõe a ser a ferramenta que contribuirá para essa transformação”, pondera Ricardo.

 

“A cidade pode esperar uma grande conexão de ecossistemas. De Juiz de Fora para o mundo e do mundo para Juiz de Fora. Já estamos conectando o Moinho ao ecossistema de inovação no Brasil, assim como ao ecossistema internacional, para que a gente realmente consiga abrir essas portas e compreender o que está sendo feito no mundo. E, claro, levar o que está sendo feito aqui também para o mundo”.

 

Com a ampliação da cobertura vacinal contra o coronavírus no país, Ricardo espera que a partir deste segundo semestre seja possível movimentar projetos e programas internos do Moinho, como aceleração de novos negócios, programas de mentorias e criação de um fundo de investimentos entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões que está sendo estruturado com a Bossa Nova, para promover investimentos-anjo nas startups que irão ocupar o LAB de inovação. “Vamos estimular muita conectividade, entendendo as necessidades da cidade e capacitando os empreendedores locais”.

O Moinho é apenas o palco.

Quem vai brilhar mesmo são as pessoas.

 

O Moinho

 O Moinho, empreendimento que está revitalizando as antigas instalações do Moinho Vera Cruz, localizado na Zona Norte de Juiz de Fora, é um polo de empreendedorismo, inovação e criatividade. O empreendimento dialoga com as necessidades atuais da Zona Norte por Saúde, Educação, Moradia e Comércio, mas mira o seu olhar no futuro, contribuindo para a criação de uma nova centralidade e de um jeito novo de ver, sentir, pensar e viver a cidade, agora e no futuro. O Moinho abrigará um HUB de Inovação e Impacto Social destinado a empresas e startups cujos projetos gerem impacto socioambiental e melhorem a qualidade de vida das pessoas.

 

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